As usinas brasileiras que exportaram açúcar em outubro alcançaram níveis não vistos há três anos: uma receita total de US$ 1,2 bilhão. Isto foi possível por uma conjunção de fatores, que inclui o já anunciado volume recorde de exportações, de 4,2 milhões de toneladas, e o preço médio de US$ 286,13 por tonelada, o mais alto desde os US$ 293,04/t vistos em abril deste ano.
Os números detalhados a respeito da exportação da commodity foram divulgados hoje, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
Em outubro, as exportações de açúcar bruto somaram 3,78 milhões de toneladas, enquanto o produto refinado correspondeu a 420,56 mil toneladas. No total, o volume de 4,2 bilhões de toneladas representa um crescimento de 24,2% ante setembro e de 119,4% na comparação com as 1,91 milhão de toneladas registradas em outubro de 2019.
Conforme os números divulgados, o açúcar bruto foi comercializado a um preço médio de US$ 280,05/t, enquanto o refinado foi vendido a US$ 340,80/t. Considerando todo o volume, por sua vez, o preço médio foi de US$ 286,57/t.
No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as exportações de açúcar somaram 25,11 milhões de toneladas. O montante representou um crescimento de 72,8% ante as 14,53 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período de 2019. Neste intervalo, o preço médio obtido pelas usinas brasileiras foi de US$ 282,33/t.


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