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A visão de 15 instituições sobre o déficit global de açúcar na safra 2016/17

Porto de Paranagua - Exportacao Açucar 11Novo déficit global deve sustentar preços em patamares altos neste ano, mas mercado começa a vislumbrar equilíbrio para safra 2017/18

NovaCana 5 min de leitura

O mercado criou grandes expectativas com o vislumbre de dois anos de déficit global de açúcar. No fim do ano passado, no entanto, as quedas no preço nos mercados de futuro deram uma freada nos ânimos e o mercado começou a sugerir uma perspectiva de balanço mais equilibrado no longo prazo entre a produção e o consumo da commodity.

Mesmo com a queda nos preços, as principais instituições ligadas ao comércio global de açúcar ainda apostam em um mercado aquecido nesse ano de 2017. Os preços do açúcar devem subir ao longo da safra global 2016/2017, que vai até setembro deste ano, com a certeza de que este deverá ser o segundo ano seguido de déficit.

Para a próxima temporada, mesmo ainda em um clima de incertezas, o balanço deve voltar a se equilibrar e muitas analistas começam a apontar para a possibilidade de um superávit de produção.

O NovaCana atualizou os dados deconsultorias e empresas do mercado global de açúcar sobre o quanto a demanda pela commodity deve superar a produção na temporada mundial de 2016/17. O levantamento engloba as projeções de 15 instituições sobre a atual safra global, que vai de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017.

A seguir, as previsões de:

- Société Générale
- Sucden
- Abares (departamento de Agricultura da Austrália)
- RaboBank
- FCStone
- Greenpool
- ISO
- USDA
- Itaú BBA
- Platts
- F.O.Litch
- Czarnikow
- Biosev
- Datagro
- Olam

O mercado criou grandes expectativas com o vislumbre de dois anos de déficit global de açúcar. No fim do ano passado, no entanto, as quedas no preço nos mercados de futuro deram uma freada nos ânimos e o mercado começou a sugerir uma perspectiva de balanço mais equilibrado no longo prazo entre a produção e o consumo da commodity.

Mesmo com a queda nos preços, as principais instituições ligadas ao comércio global de açúcar ainda apostam em um mercado aquecido neste ano de 2017. Os preços do açúcar devem subir ao longo da safra global 2016/2017, que vai até setembro deste ano, com a certeza de que este deverá ser o segundo ano seguido de déficit.

Para a próxima temporada, mesmo ainda em um clima de incertezas, o balanço deve voltar a se equilibrar e muitas analistas começam a apontar para a possibilidade de um superávit de produção.

O NovaCana atualizou os dados deconsultorias e empresas do mercado global de açúcar sobre o quanto a demanda pela commodity deve superar a produção na temporada mundial de 2016/17. O levantamento engloba as projeções de 15 instituições sobre a atual safra global, que vai de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017.

O recuo da maioria das previsões reflete a melhora nas perspectivas para produção mundial de açúcar.

A F.O. Licht, por exemplo, justificou que a estimativa foi reduzida de 8,1 milhões de toneladas esperada em novembro para 5,9 milhões de toneladas no mês passado, em parte, pela melhora na perspectiva na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil para os ciclos 2016/17 e 2017/18.

balanco 01 apostas grafico jan17

Com as revisões, a média das expectativas caiu significativamente. Em setembro, a ponderação entre as previsões do levantamento realizado pelo NovaCana era de 7,23 milhões de toneladas de açúcar. Agora, a média das previsões é de 5,66 milhões de toneladas de açúcar.

O menor cenário deficitário é projetado pelo banco europeu Société Générale, que espera um déficit global de açúcar na safra 2016/17 de 2,6 milhões de toneladas.

Entre as projeções mais recentes está a da Biosev, em evento da empresa sucroalcooleira, diretores da companhia projetaram um panorama elástico que pode variar em um déficit entre 4,6 a 7,9 milhões de açúcar a nível mundial.

A Datagro nos dias finais de dezembro também soltou uma nova atualização. A sua nova projeção o déficit mundial em 2016/17 é de 4,36 milhões de toneladas. A estimativa no início de dezembro era de 5,16 milhões de toneladas e, em novembro, de 6,48 milhões de toneladas. A maior produção no Centro-Sul do Brasil também foi apontada pela consultoria como o principal gatilho para a mudança.

balanco 02 apostas tabela jan17

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Preços

Os contratos futuros de açúcar, que foram um dos atores mais fortes em 2016, pareceram esfriar nos últimos meses do ano. No entanto, as previsões de preços do açúcar futuro permanecem inalteradas para a maioria das instituições em 2017.

O banco Société Générale, um dos maiores da Europa mantém a opinião neutra em relação ao açúcar para o curto prazo, apesar da recente queda nos preços. Além disso, o banco assinala que a variação na cotação do adoçante deve responder principalmente às oscilações da produção brasileira, sem outros eventos significativos à frente no momento.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) também salientou na última semana, que as expectativas de déficit da oferta mundial da commodity pelo segundo ano consecutivo sinalizam recuperação de preços na safra global 2016/17.

2017/18: todos os olhos no Brasil

A ISO também destacou em seu relatório que o ciclo 2017/18 é ainda altamente incerto. “Salvo quaisquer interrupções climáticas, as projeções apontam para ganhos fortes e generalizados, com a notável exceção do Centro-Sul do Brasil”. Se isso for confirmado, segundo a organização, a produção global poderia registrar a passagem para um pequeno saldo excedente.

A trader britânica Max Spectron também chama atenção para o papel do Brasil. “Se o Centro-Sul espirra, todos nós ficamos resfriados”. A chave para o giro de mercado será a paridade de etanol no Centro-Sul brasileiro para o período da próxima safra iniciada em abril no país, destaca a empresa.

Marina Gallucci - NovaCana

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