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Vibra e Petrobras: O que a reeleição de Lula muda na disputa pela marca BR

Estatal já comunicou que não pretende renovar com a Vibra a licença da marca de postos de combustíveis, que vence em 2029

Exame 2 min de leitura

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva frustrou uma expectativa nos bastidores da Vibra: a de que uma mudança de governo pudesse abrir espaço para rever os planos da Petrobras para a marca BR e seu retorno à distribuição de combustíveis. No mercado, a percepção era de que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia tornar essa conversa mais favorável.

O resultado mantém a companhia diante de uma negociação sensível. A licença para usar as marcas da Petrobras vence em junho de 2029, dentro do próximo mandato presidencial.

A estatal já comunicou que não pretende renovar o contrato nos termos atuais. Também anunciou a intenção de voltar à distribuição, atividade da qual está afastada por uma cláusula de não concorrência com a Vibra até meados daquele ano.

Uma eventual troca de governo não asseguraria a renovação. Poderia, porém, trazer outra orientação para a Petrobras e permitir uma reavaliação dessas decisões. Com a continuidade de Lula, essa possibilidade perde força – embora a negociação entre as empresas permaneça possível.

O assunto já produz divergências. Em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 15 de outubro, a Vibra informou que as duas companhias seguem sem um entendimento sobre o prazo para apresentar o plano de descontinuação das marcas.

A Petrobras cobra o documento sobre a descontinuidade do uso da marca; a distribuidora considera sua apresentação prematura, uma vez que o contrato continua em vigor até 2029.

A discussão vai além da troca de identidade visual dos postos. A Vibra opera uma rede de cerca de 7,5 mil estabelecimentos sob a bandeira Petrobras. Preservar essa associação ou preparar uma transição envolve o relacionamento com os revendedores e o reconhecimento da marca pelo consumidor.

Ainda há tempo para uma composição. O aviso da Petrobras se refere à não renovação nas condições vigentes, e o vencimento do contrato não significa uma retirada simultânea das marcas de todos os postos: há regras específicas de transição.

A Petrobras não retornou aos contatos do Exame Insight. A Vibra diz que não comenta.

Pedro Gil

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