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Brasil terá sete novas usinas de etanol de milho em 2027 e oferta recorde deve baixar preço

Agência Estado 2 min de leitura

O Brasil deve registrar a entrada em operação de sete novas usinas de etanol de milho em 2027 e de mais 12 unidades em 2028, alcançando 61 projetos até o final de 2030, projetou o sócio da consultoria Veeries, Fabio Meneghin, em webinar nesta quarta-feira, 4.

A capacidade nacional de produção do biocombustível a partir do cereal deve saltar dos atuais 12,5 bilhões de litros por ano para mais de 25 bilhões de litros até 2036. Atualmente, o país conta com 35 usinas de etanol de milho em operação.

Em 2026, apenas quatro novas unidades iniciaram atividades, já que três projetos foram adiados para 2027.

Segundo Meneghin, com o avanço dos novos empreendimentos, a concentração de mercado dos dois maiores grupos do setor deve cair dos níveis atuais para cerca de 53%. Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul permanecerão como os principais polos produtores, com expansões também no Matopiba, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e São Paulo.

Na safra 2026/27, Meneghin informou que o balanço de oferta e demanda encerra mais apertado do que o previsto inicialmente.

Dados da consultoria indicam que o crescimento da produção de etanol de milho ficou em 6%, somando cerca de 11 bilhões de litros, enquanto a produção a partir da cana-de-açúcar avançou 3,9% devido às chuvas no encerramento da colheita.

O excedente de oferta caiu de 2 bilhões para 1 bilhão de litros, com estoques finais estimados em 1,6 bilhão de litros, sustentando a recuperação de preços verificada entre setembro e outubro.

Para o ciclo 2026/27, a consultoria calcula o custo de produção do etanol de milho em R$ 2,21 por litro, ante R$ 2,39 por litro do etanol de cana, com a margem média das usinas de milho situada entre US$ 40 e US$ 42 por tonelada processada.

Para a safra 2027/28, a perspectiva da Veeries é de forte pressão baixista sobre os preços. Além da adição de mais de 2 bilhões de litros promovida pelas novas usinas de milho, a safra de cana-de-açúcar tende a registrar moagem recorde, impulsionada por 25 milhões de toneladas de cana bisada e 30 milhões de toneladas de rebrota.

Diante da oferta elevada, Meneghin informou que a curva de preços futuros indica que as cotações do etanol devem voltar a operar próximas aos custos de produção entre abril e setembro de 2027.

Julia Maciel

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