
Unidade da Inpasa em Sidrolândia (MS) possui uma das maiores perspectivas de capacidade de produção
Um bom termômetro para medir o volume de etanol que poderá ser produzido pelo Brasil nos próximos anos é o número de usinas em construção. Ainda que a promessa destes empreendimentos esteja longe de ser uma medida exata, devido a diversas variáveis, eles indicam o interesse do setor. O fato de existirem unidades que estão há mais de quatro anos nesta lista – e algumas desistências – também compõe esse quadro.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), consultados em 29 de julho, 22 usinas de etanol estão em construção no momento, somando uma capacidade de produção diária de até 18,48 milhões de litros, sendo 8,22 milhões de litros de anidro e 10,26 milhões de litros de hidratado.
Caso todas as unidades fiquem prontas com a capacidade informada pela agência, o Brasil poderia fabricar, diariamente, até 426,22 milhões de litros de etanol, sendo 151,2 milhões de litros de anidro e 275,01 milhões de litros de hidratado. O valor soma a capacidade atual com as em processo de construção.
Vale destacar, porém, uma variável relevante. Com frequência, as usinas não possuem estrutura para atingir a capacidade máxima de ambos os combustíveis. Além disso, esta é a maior quantia diária que as plantas seriam capazes de produzir, o que não significa que atingirão este limite.
No levantamento anterior, feito em maio de 2023, 19 unidades estavam em construção; destas, oito permanecem na listagem. Duas delas, FS e Nardini, apesar de figurarem na lista, já estavam prontas e operando no momento do compilado.
Entre as 11 que saíram da relação, três tiveram o processo arquivado pela ANP, por não se manifestarem há mais de um ano frente aos ofícios enviados pela agência. Outra companhia teve o processo arquivado por não ter mais interesse em realizar a construção da usina.
As sete restantes são as unidades que entraram em operação de lá para cá, dos seguintes grupos: Neomille, Etamil, Itumbiara Energética, Fermap, Triex Bioenergia, FS e Nardini.
O NovaCana traçou um panorama que inclui cada uma das unidades em construção a partir dos documentos protocolados junto à ANP. Vale destacar que nem todos os dados presentes nos processos estão disponíveis para consulta.
Além disso, a reportagem entrou em contato via e-mail e telefone com todas as unidades – nos endereços presentes nas documentações do sistema da agência ou disponíveis pela internet – obtendo resposta de nove delas, sendo uma responsável por duas usinas. Destas, quatro plantas devem iniciar as operações ainda este ano, três em 2025, duas em 2026 e uma não tem previsão exata.
Dentre as companhias que não retornaram ao NovaCana, duas tem estimativa de finalização em 2024, quatro em 2025 e seis não tem previsão exata.
Mais informações sobre as 22 usinas em construção estão disponíveis na versão completa desta reportagem, disponível apenas para assinantes NovaCana.
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