Conforme projeto aprovado junto ao MME, montante será destinado à renovação dos canaviais da companhia
Localizada no município paulista de mesmo nome, a usina Lins fará sua primeira emissão de debêntures em breve. Em reunião realizada em 19 de maio, a companhia formalizou a geração de títulos no valor total de R$ 150 milhões.
Conforme ata publicada no jornal Folha de São Paulo da última sexta-feira, 2, esta será a primeira emissão de debêntures da empresa. A Lins optou por uma série única com distribuição pública, seguindo as regras da Resolução CVM 160. Os títulos não serão conversíveis em ações e terão garantia adicional fidejussória, ou seja, com uma fiança estabelecida em contrato.
Além disso, as debêntures terão incentivos aos investidores, pois são vinculadas a um projeto considerado prioritário pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
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Localizada no município paulista de mesmo nome, a usina Lins fará sua primeira emissão de debêntures em breve. Em reunião realizada em 19 de maio, a companhia formalizou a geração de títulos no valor total de R$ 150 milhões.
Conforme ata publicada no jornal Folha de São Paulo da última sexta-feira, 2, esta será a primeira emissão de debêntures da empresa. A Lins optou por uma série única com distribuição pública, seguindo as regras da Resolução CVM 160. Os títulos não serão conversíveis em ações e terão garantia adicional fidejussória, ou seja, com uma fiança estabelecida em contrato.
Além disso, as debêntures terão incentivos aos investidores, pois são vinculadas a um projeto considerado prioritário pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Por conta disso, os recursos devem ser direcionados para “ampliação, manutenção e recuperação” da produção de cana-de-açúcar relativa às safras 2022/23, 2023/24 e 2024/25.
Como cada título terá o valor inicial de R$ 1 mil, a Lins deve emitir 150 mil debêntures. A data de emissão não estava definida no momento da reunião, mas foi estabelecido um vencimento dentro de 2.576 dias corridos – na prática, considerando dois anos bissextos, isso significa um prazo de 7 anos e 19 dias.
Ainda conforme a ata, o valor das debêntures será atualizado pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O pagamento pelos títulos, por sua vez, deve começar após quatro anos, com a primeira parcela em 15 de junho de 2027; as demais amortizações serão definidas pela escritura de emissão.
Já a remuneração pelos títulos deve envolver juros de 7,21% ao ano. Neste caso, os pagamentos não terão carência e serão semestrais, em junho e em dezembro. Desta forma, os investidores devem receber o primeiro valor em 15 de dezembro deste ano.
Renata Bossle – NovaCana