Localizada no município de Porteirão (GO), sucroenergética reestruturou um antigo parque industrial desativado
A usina Goiás Bioenergia, localizada na cidade de Porteirão (GO), já pode iniciar os trabalhos de fabricação de combustíveis. Na última segunda-feira, 18, a Agência de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou dois despachos no Diário Oficial da União, com as autorizações do grupo e da usina.
Segundo o documento, a unidade tem capacidade para produzir, diariamente, até 550 mil litros de etanol hidratado e 550 mil litros de anidro.
Para a primeira safra, a sucroenergética espera que sejam processadas até 800 mil toneladas de cana. A expectativa, segundo o diretor-presidente da usina, Marcos Guardiano, é chegar a 2 milhões de toneladas nos próximos anos.
O processo para obtenção da autorização tramitava na ANP desde 2020. Naquele ano, a empresa firmou um contrato de 25 anos com o governo do estado de Goiás para explorar uma planta industrial que estava desativada há pelo menos nove anos.
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A usina Goiás Bioenergia, localizada na cidade de Porteirão (GO), já pode iniciar os trabalhos de fabricação de combustíveis. Na última segunda-feira, 18, a Agência de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou dois despachos no Diário Oficial da União, com as autorizações do grupo e da usina.
Segundo o documento, a unidade tem capacidade para produzir, diariamente, até 550 mil litros de etanol hidratado e 550 mil litros de anidro.
Para a primeira safra, a sucroenergética espera que sejam processadas até 800 mil toneladas de cana. A expectativa, segundo o diretor-presidente da usina, Marcos Guardiano, é chegar a 2 milhões de toneladas nos próximos anos.
Dois anos de espera
O processo para obtenção da autorização tramitava na ANP desde 2020. Naquele ano, a empresa firmou um contrato de 25 anos com o governo do estado de Goiás para explorar uma planta industrial que estava desativada há pelo menos nove anos.
“O parque industrial já é instalado. A Goiás Bioenergia fez o arrendamento de todo o complexo”, disse a empresa na solicitação inicial. “A Goiás Bioenergia não teve gastos com obras devido a já ser um parque instalado, tendo apenas que realizar a manutenção dos equipamentos existentes”, completou.
Naquele momento, a empresa pedia autorização para produzir até 600 mil litros de anidro e 600 mil litros de hidratado diariamente. Este é o mesmo volume que contava no acompanhamento da ANP referente às usinas em construção.
Ao longo de quase dois anos, até a emissão das autorizações, a companhia protocolou documentações solicitadas pela ANP e pelo menos dez ofícios foram emitidos pela agência.
Etanol de milho
Em 2020, segundo informações do Jornal Cana, a Goiás Bioenergia planejava investir R$ 265 milhões em duas ampliações, expandindo a moagem de cana-de-açúcar e incluindo uma estrutura para o processamento de milho, também com o objetivo de produzir etanol.
A produção de etanol de milho foi confirmada durante o evento de inauguração da usina, em junho deste ano. “Muito em breve devemos estar operando também uma planta de etanol de milho. A nossa ideia é produzir através da cana-de-açúcar no período de abril até o final da primeira ou segunda quinzena de outubro, a depender da chuva, e de novembro a março, produzirmos etanol na nossa planta de milho”, disse Guardiano.
De acordo com a empresa, cada expansão poderá ampliar o quadro de funcionários, diretos e indiretos, em até 20%. Atualmente, a Goiás Bioenergia possui cerca de 200 funcionários e gera mais de mil funções indiretas.
Giully Regina – NovaCana