Após o superávit em 2018/19, commodity terá certa recuperação de preço; já o biocombustível sofrerá retração com a baixa da gasolina
Leve recuperação para o açúcar e certa desvalorização para o etanol. Essas são as perspectivas do Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), publicadas em relatório anual com projeções para o setor sucroenergético brasileiro.
A moagem de cana-de-açúcar estimada para 2019/20 é de 627 milhões de toneladas – valor bem próximo das 620 milhões de toneladas referentes à safra 2018/19. A expansão na moagem está concentrada na região Centro-Sul, que deve ser responsável por 580 milhões de toneladas, um aumento de 1,22% ante a última temporada.
Já a produção de cana na região Norte-Nordeste é estimada em 47 milhões de toneladas, mantendo o resultado da safra passada. De acordo com o USDA, as condições climáticas devem permanecer regulares na região até o segundo semestre deste ano.
A previsão para a área plantada de cana é de 9,9 milhões de hectares. Neste total, a moagem deve ocorrer em 9,33 milhões de hectares, o que representa queda de 1% ante a última temporada, segundo o USDA.
No quesito produtividade, o relatório projeta uma média de 67,2 toneladas de cana por hectare, resultado 2% acima do último ciclo. O impulso seria motivado por melhoras no manejo e nas condições climáticas. Já a qualidade da cana aguardada é de 136,70 kg de ATR por tonelada, quantia ligeiramente abaixo da vista em 2018/19.
O departamento explica que os períodos de seca dos últimos dois meses de 2018 levaram a um desenvolvimento tardio do canavial, levando algumas usinas a adiarem o início da moagem para que a cana se fortaleça a níveis de rendimentos maiores.
A retomada das atividades foi empurrada pelas usinas em torno de duas semanas, decisão justificada pelos altos estoques de etanol e pelo desenvolvimento lento da cana-de-açúcar.
Confira, na versão completa, detalhes das projeções do USDA para a safra brasileira, incluindo mix, produção de açúcar, produção de etanol, consumo doméstico e exportação.
Leve recuperação para o açúcar e certa desvalorização para o etanol. Essas são as perspectivas do Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), publicadas em relatório anual com projeções para o setor sucroenergético brasileiro.
A moagem de cana-de-açúcar estimada para 2019/20 é de 627 milhões de toneladas – valor bem próximo das 620 milhões de toneladas referentes à safra 2018/19. A expansão na moagem está concentrada na região Centro-Sul, que deve ser responsável por 580 milhões de toneladas, um aumento de 1,22% ante a última temporada.
Já a produção de cana na região Norte-Nordeste é estimada em 47 milhões de toneladas, mantendo o resultado da safra passada. De acordo com o USDA, as condições climáticas devem permanecer regulares na região até o segundo semestre deste ano.
A previsão para a área plantada de cana é de 9,9 milhões de hectares. Neste total, a moagem deve ocorrer em 9,33 milhões de hectares, o que representa queda de 1% ante a última temporada, segundo o USDA.
No quesito produtividade, o relatório projeta uma média de 67,2 toneladas de cana por hectare, resultado 2% acima do último ciclo. O impulso seria motivado por melhoras no manejo e nas condições climáticas. Já a qualidade da cana aguardada é de 136,70 kg de ATR por tonelada, quantia ligeiramente abaixo da vista em 2018/19.
O departamento explica que os períodos de seca dos últimos dois meses de 2018 levaram a um desenvolvimento tardio do canavial, levando algumas usinas a adiarem o início da moagem para que a cana se fortaleça a níveis de rendimentos maiores.
A retomada das atividades foi empurrada pelas usinas em torno de duas semanas, decisão justificada pelos altos estoques de etanol e pelo desenvolvimento lento da cana-de-açúcar.
Mais espaço para o açúcar
Em relação ao mix de produção das unidades brasileiras, o USDA enxerga uma recuperação para o açúcar. A destinação de matéria-prima para o adoçante deve passar de 35,9% para 38% no comparativo entre os dois ciclos, por conta do esperado aumento da demanda no mercado global.
Segundo a entidade, essa reação de alta do açúcar será consequência da perspectiva de déficit de entre 3 e 4 milhões de toneladas de produção em 2019/20, ante o superávit de 7 a 8 milhões de toneladas em 2018/19. Somada a isso está a menor atratividade do etanol, que é resultado da queda do preço da gasolina nos últimos meses, o que pode retrair a destinação de matéria-prima para o biocombustível.
Dessa forma, a produção brasileira de açúcar é projetada em 32 milhões de toneladas, 2,5 milhões a mais que em 2018/19, sendo que só o Centro-Sul já seria responsável por 29,4 milhões de toneladas.
Por sua vez, os preços dos contratos de açúcar na bolsa de Nova York estão projetados em 12,78 centavos de dólar por libra-peso.
Para o etanol, a estimativa de produção do USDA é de 31,74 bilhões de litros, representando decréscimo de 1,35 bilhão ante o ciclo anterior, variação de -4,07%.
Consumo e exportação
Em relação ao consumo, o USDA projeta uma demanda doméstica de 10,65 milhões de toneladas de açúcar, com leve aumento sobre a última safra devido à expectativa de melhora no poder de compra do brasileiro e de aumento populacional.
Já as exportações foram projetadas em 20,85 milhões de toneladas, com ligeira recuperação de 6% ante 2018/19. Na safra passada, o Brasil registrou a menor quantia exportada dos últimos 12 anos.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana