A transformação no papel desempenhado pela Europa reflete sua mudança de um bloco com um mercado de açúcar rigidamente regulado para um bem mais laissez-faireOs investidores do mercado de açúcar precisam estudar bem a produção francesa de beterraba e a fabricação alemã de açúcar.
A União Europeia, que durante anos teve pouca relevância na alteração dos preços globais de açúcar, deve se tornar um dos "dois principais influenciadores" dos valores, igualado apenas ao Brasil.
Os investidores do mercado de açúcar precisam estudar bem a produção francesa de beterraba e a fabricação alemã de açúcar.
A União Europeia, que durante anos teve pouca relevância na alteração dos preços globais de açúcar, deve se tornar um dos "dois principais influenciadores" dos valores, igualado apenas ao Brasil, segundo a corretora Marex Spectron.
A transformação no papel desempenhado pela Europa reflete sua mudança de um bloco com um mercado de açúcar rigidamente regulado – com preços de beterraba no mínimo e controle de negociações estabelecido pela Organização Mundial do Comércio – para um bem mais laissez-faire, com o fim das quotas de produção marcado para 2017.
"A UE é um dos maiores mercados [de açúcar] que não têm influência no mercado global de açúcar desde 2008, mas que, acreditamos, deve se tornar uma grande influência no mercado global", disse a corretora baseada em Londres.
"Se os preço mundial estiver muito baixo, os agricultores da União Europeia podem responder plantando o mínimo, e fazendo com que a Europa se torne um grande importador de açúcar", afirmou a Marex.
"Se os preços estiverem altos o suficiente para incentivar os produtores europeus a plantar o máximo possível, a UE poderia voltar a ser um grande exportador anual".
A variação do volume negociado poderia ser enorme, já que a capacidade de produção do bloco – cujo consumo é razoavelmente estável, ficando em cerca de 16,5 milhões de toneladas – é de, no máximo, 21 milhões de toneladas de açúcar e, no mínimo, 14 milhões de toneladas.
"A União Europeia pode importar até 2,5 milhões de toneladas ou exportar até 4,5 milhões de toneladas de açúcar".
"A partir do começo de 2016 haverá dois grandes fatores de oscilação influenciando o mercado de açúcar – um baseado no custo de produção na Europa e o outro no custo de produção no centro-sul do Brasil – e ambos poderão causar reações rápidas dos preços de açúcar".
"No final das contas, a União Europeia, longe de ser uma vítima passiva do mercado, se tornará um dos dois principais influenciadores do mercado".
A corretora estimou o custo de produção de beterraba dos produtores europeus – ou seja, o nível que garante lucratividade aos agricultores – em aproximadamente 19-20 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o dos produtores brasileiros é de 17-18 centavos de dólar por libra-peso.
Desde segunda-feira, 147 unidades recomeçaram a operar, número sutilmente inferior às 155 que já operavam em 14 de abril do ano passado, conforme divulgou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) na terça-feira.
Isso representa uma mudança em comparação com o final de março, quando 22 usinas estavam em operação, em comparação às 15 do anos anterior.
A Unica disse também que vai divulgar sua estimativa completa para a safra 2014/2015 em 23 de abril.
Fonte: Agrimoney
Tradução e adaptação: Vivian Faria – NovaCana
A União Europeia, que durante anos teve pouca relevância na alteração dos preços globais de açúcar, deve se tornar um dos "dois principais influenciadores" dos valores, igualado apenas ao Brasil.
Os investidores do mercado de açúcar precisam estudar bem a produção francesa de beterraba e a fabricação alemã de açúcar.
A União Europeia, que durante anos teve pouca relevância na alteração dos preços globais de açúcar, deve se tornar um dos "dois principais influenciadores" dos valores, igualado apenas ao Brasil, segundo a corretora Marex Spectron.
A transformação no papel desempenhado pela Europa reflete sua mudança de um bloco com um mercado de açúcar rigidamente regulado – com preços de beterraba no mínimo e controle de negociações estabelecido pela Organização Mundial do Comércio – para um bem mais laissez-faire, com o fim das quotas de produção marcado para 2017.
"A UE é um dos maiores mercados [de açúcar] que não têm influência no mercado global de açúcar desde 2008, mas que, acreditamos, deve se tornar uma grande influência no mercado global", disse a corretora baseada em Londres.
Leque de opções
Este ideia reflete a maior liberdade que os agricultores europeus têm agora de aumentar ou diminuir a produção de beterraba, que, como uma cultura anual, pode ver seu plantio se provar mais volátil poderia uma cultura perene, em resposta a mudança nos preços do mercado e nas perspectivas de lucratividade dos produtores."Se os preço mundial estiver muito baixo, os agricultores da União Europeia podem responder plantando o mínimo, e fazendo com que a Europa se torne um grande importador de açúcar", afirmou a Marex.
"Se os preços estiverem altos o suficiente para incentivar os produtores europeus a plantar o máximo possível, a UE poderia voltar a ser um grande exportador anual".
A variação do volume negociado poderia ser enorme, já que a capacidade de produção do bloco – cujo consumo é razoavelmente estável, ficando em cerca de 16,5 milhões de toneladas – é de, no máximo, 21 milhões de toneladas de açúcar e, no mínimo, 14 milhões de toneladas.
"A União Europeia pode importar até 2,5 milhões de toneladas ou exportar até 4,5 milhões de toneladas de açúcar".
'Dois grandes fatores de oscilação'
Apenas a principal região produtora do Brasil, o centro-sul, oferece variação de produção comparável à da UE: 7 milhões de toneladas de açúcar, dada a possibilidade que as usinas têm de transformar a cana no adoçante ou em etanol, conforme a Marex."A partir do começo de 2016 haverá dois grandes fatores de oscilação influenciando o mercado de açúcar – um baseado no custo de produção na Europa e o outro no custo de produção no centro-sul do Brasil – e ambos poderão causar reações rápidas dos preços de açúcar".
"No final das contas, a União Europeia, longe de ser uma vítima passiva do mercado, se tornará um dos dois principais influenciadores do mercado".
A corretora estimou o custo de produção de beterraba dos produtores europeus – ou seja, o nível que garante lucratividade aos agricultores – em aproximadamente 19-20 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o dos produtores brasileiros é de 17-18 centavos de dólar por libra-peso.
Início da nova safra
Os comentários da Marex vêm no momento em que o centro-sul do Brasil inicia a safra 2014/2015, com as usinas reiniciando as atividades depois da entressafra, que geralmente vai de dezembro a março, normalmente um período chuvoso – mas não este ano.Desde segunda-feira, 147 unidades recomeçaram a operar, número sutilmente inferior às 155 que já operavam em 14 de abril do ano passado, conforme divulgou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) na terça-feira.
Isso representa uma mudança em comparação com o final de março, quando 22 usinas estavam em operação, em comparação às 15 do anos anterior.
A Unica disse também que vai divulgar sua estimativa completa para a safra 2014/2015 em 23 de abril.
Fonte: Agrimoney
Tradução e adaptação: Vivian Faria – NovaCana