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Tereos registra prejuízo de R$ 16 milhões no segundo trimestre da safra

guarani-tereos usina vertenteGuarani aumentou em 32% receita com cogeração

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A Tereos Internacional, grupo que no Brasil controla as usinas da Guarani, registou um prejuízo líquido de R$ 16 milhões no segundo trimestre (julho a setembro) da safra 2014/15. Em relação ao mesmo período da safra 2013/14, quando foi registrado lucro de R$ 9 milhões, a variação foi negativa em 277%.

“Estamos enfrentando um cenário desafiador, marcado pelo baixo nível de preços mundiais de açúcar, restrições enfrentadas pelo setor de etanol no Brasil e baixa demanda por amido e adoçantes na Europa”, justificou a companhia em apresentação ao mercado. Os negócios do grupo francês compreendem o processamento de cana-de-açúcar e a indústria de amidos no Brasil, na África e na Europa.

A receita do grupo caiu 10% no segundo trimestre comparado a igual período do ciclo anterior, passando de R$ 2,207 bilhões para R$ 1,988 bilhão. A companhia justificou que a diminuição reflete, principalmente, a queda nos preços dos produtos, em especial no segmento de amido e adoçantes, somada à ligeira redução dos volumes de açúcar vendidos no trimestre.

Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado encolheu 20%, para R$ 272,6 milhões, ante R$ 342 milhões. Já margem Ebitda passou de 15,5% para 13,7%.

A retração, segundo comunicado do grupo, se deu pelo desempenho mais fraco do negócio de cana-de-açúcar da Guarani. O negócio sucroenergético foi impactado por menores vendas de açúcar e maiores custos operacionais, reflexo da redução da moagem e mudança no mix. Por outro lado, a Tereos destaca que o segmento de etanol teve “bom desempenho”.

Leia mais:

- evolução da moagem trimestral e acumulado da safra

- resultado operacional da Guarani, com as vendas e a produção segregada por produto

- o aporte de capital da PBio que aumentou a participação societária no grupo

A Tereos Internacional, grupo que no Brasil controla as usinas da Guarani, registou um prejuízo líquido de R$ 16 milhões no segundo trimestre (julho a setembro) da safra 2014/15. Em relação ao mesmo período da safra 2013/14, quando foi registrado lucro de R$ 9 milhões, a variação foi negativa em 277%.

“Estamos enfrentando um cenário desafiador, marcado pelo baixo nível de preços mundiais de açúcar, restrições enfrentadas pelo setor de etanol no Brasil e baixa demanda por amido e adoçantes na Europa”, justificou a companhia em apresentação ao mercado. Os negócios do grupo francês compreendem o processamento de cana-de-açúcar e a indústria de amidos no Brasil, na África e na Europa.

A receita do grupo caiu 10% no segundo trimestre comparado a igual período do ciclo anterior, passando de R$ 2,207 bilhões para R$ 1,988 bilhão. A companhia justificou que a diminuição reflete, principalmente, a queda nos preços dos produtos, em especial no segmento de amido e adoçantes, somada à ligeira redução dos volumes de açúcar vendidos no trimestre.

Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização descontada a variação dos ativos biológicos) encolheu 20%, para R$ 272,6 milhões, ante R$ 342 milhões. Já margem Ebitda passou de 15,5% para 13,7%.

A retração, segundo comunicado do grupo, se deu pelo desempenho mais fraco do negócio de cana-de-açúcar da Guarani. O negócio sucroenergético foi impactado por menores vendas de açúcar e maiores custos operacionais, reflexo da redução da moagem e mudança no mix. Por outro lado, a Tereos destaca que o segmento de etanol teve “bom desempenho”.

Guarani aumentou em 32% receita com cogeração

No Brasil, as sete usinas da Guarani moeram 7,463 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no trimestre encerrado em 30 de setembro. O volume é 3% inferior ao processado no mesmo período da safra 2013/14.
Na moagem acumulada nos dois primeiros trimestres o aumento foi de 5%. Segundo a companhia, o nível de toneladas de ATR por hectare na Guarani foi 26% maior que a média da região Centro-Sul, devido ao melhor desempenho agrícola.

A produção de açúcar foi reduzida em 5,5%, para 651 mil toneladas, enquanto a comercialização da commodity foi encolhida em 7,5%, a 435 mil toneladas. Ainda assim, as vendas de açúcar corresponderam a 62% da receita líquida total, chegando a R$ 355,5 milhões, queda de 14% ante o mesmo intervalo do ciclo passado.

Com o mix mais voltado ao etanol do que na safra anterior, a produção do biocombustível cresceu 21,6% no trimestre, alcançando 270 milhões de litros. As vendas de etanol cresceram 30,3% na comparação com base anual, para 116 milhões de litros.

As vendas de etanol corresponderam a 25% da receita líquida total, somando R$ 140,9 milhões, alta de +44%, resultado do maior volume de vendas e preço médio de R$ 1.214/m³.

O destaque foi o desempenho da energia que, embora tenha aumentado apenas 1,5% em volume de vendas, com a comercialização de 344 GWh no trimestre, a produção de energia própria (abastecimento da usina e exportação) registrou um expressivo aumento de 35% em base anual.

Com um aumento de 24% no preço médio em relação ao ano anterior, as vendas de energia somaram R$ 64 milhões no período, um aumento de 32% em relação aos R$ 49 milhões registrados no segundo trimestre de 13/14.

As receitas totais da Guarani registraram leve redução em base anual, atingindo R$ 573,8 milhões no trimestre. O Ebitda ajustado da sucroalcooleira diminuiu para R$ 112 milhões no período, queda de 41% em relação ao ano anterior.

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Petrobras Biocombustível aumenta participação para 42,95%

O braço de biocombustíveis da Petrobras, ampliou a participação societária na Guarani, passando de 39,56% para 42,95%. A transação aconteceu no última dia 20 de outubro com a emissão de 31.852.348 novas ações da Guarani adquiridas integralmente pela subsidiária da petroleira pelo valor de R$ 240,2 milhões.

A operação faz parte do acordo firmado entre a Tereos e a Petrobras Biocombustível em 2010, quando a estatal subscreveu o aumento de capital da Guarani. A francesa teve a participação acionária reduzida de 60,44% para 57,05%.

Endividamento

Em 30 de setembro a dívida líquida da Tereos Internacional totalizava R$ 4,4 bilhões. Considerando o aporte de R$ 240,2 milhões da Petrobras Biocombustível na Guarani em outubro, a dívida líquida pro forma totalizaria R$ 4,1 bilhões.

O incremento do capital de giro, devido ao maior nível de estoques da Guarani, teve efeito sobre a dívida líquida da companhia que também sofreu o impacto cambial do Real em relação ao Dólar e ao Euro.
A relação entre dívida líquida total e Ebitda ajustado, incluindo o aporte de capital da Petrobras Biocombustível, era de 4,8x ao final do período contra 4,5x em 30 de setembro de 2013.

Em 30 de setembro de 2014, 25% da dívida bruta era denominada em reais, 42% em Dólar, 32% em Euro e 1% em outras moedas.

Há uma semana a companhia criou a Tereos Commodities, entidade responsável pela atividade de trading e distribuição de açúcar branco para o grupo. A ambição do negócio é, até 2020, deter 15% do mercado mundial deste produto.

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