Em 2022/23, o lucro da companhia foi de R$ 203,02 milhões, queda anual de 8,2%
Ao final da safra 2022/23, a Nardini Agroindustrial registrou a segunda queda consecutiva em seu lucro líquido. Na temporada, a companhia teve um resultado positivo de R$ 203,02 milhões, com retração anual de 8,2%. Apesar disto, ela conseguiu manter o valor acima de R$ 200 milhões pela terceira safra seguida.
O ciclo 2020/21 registrou o recorde da série histórica, iniciada em 2017, com R$ 235,56 milhões.
Segundo a companhia, a moagem da temporada totalizou 4,01 milhões de toneladas. Além disso, foram produzidas 6,03 milhões de sacas de açúcar cristal, 844,92 mil sacas de VHP, 115,32 milhões de litros de etanol anidro, 10,33 milhões de litros de hidratado, 3,3 mil toneladas de leveduras e 112,69 gigawatts-hora de energia elétrica.
Poucos meses após o encerramento da temporada, em maio deste ano, a Nardini inaugurou a sua segunda unidade, localizada no município de Aporé (GO). Para 2023/24, a sucroenergética projeta uma moagem de 900 mil toneladas de cana-de-açúcar em Aporé e de 4,3 milhões de toneladas em Vista Alegre do Alto (SP), somando 5,2 milhões de toneladas.
Contando com as duas usinas, a Nardini possui autorização para produzir, diariamente, até 650 mil litros de etanol anidro e 1,6 milhão de litros de hidratado.
Confira no texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, mais detalhes sobre os resultados financeiros da Nardini na temporada 2022/23, assim como a posição das dívidas da companhia com empréstimos e financiamentos.
Ao final da safra 2022/23, a Nardini Agroindustrial registrou a segunda queda consecutiva em seu lucro líquido. Na temporada, a companhia teve um resultado positivo de R$ 203,02 milhões, com retração anual de 8,2%. Apesar disto, ela conseguiu manter o valor acima de R$ 200 milhões pela terceira safra seguida.
O ciclo 2020/21 registrou o recorde da série histórica, iniciada em 2017, com R$ 235,56 milhões.
Segundo a companhia, a moagem da temporada totalizou 4,01 milhões de toneladas. Além disso, foram produzidas 6,03 milhões de sacas de açúcar cristal, 844,92 mil sacas de VHP, 115,32 milhões de litros de etanol anidro, 10,33 milhões de litros de hidratado, 3,3 mil toneladas de leveduras e 112,69 gigawatts-hora de energia elétrica.

Poucos meses após o encerramento da temporada, em maio deste ano, a Nardini inaugurou a sua segunda unidade, localizada no município de Aporé (GO). Para 2023/24, a sucroenergética projeta uma moagem de 900 mil toneladas de cana-de-açúcar em Aporé e de 4,3 milhões de toneladas em Vista Alegre do Alto (SP), somando 5,2 milhões de toneladas.
Contando com as duas usinas, a Nardini possui autorização para produzir, diariamente, até 650 mil litros de etanol anidro e 1,6 milhão de litros de hidratado.
Desempenho operacional
A receita operacional líquida da sucroenergética chegou a R$ 1,33 bilhão em 2022/23, acréscimo de 22,2% em relação à safra anterior. Este também é o maior valor da série histórica da companhia. No ciclo 2021/22, a Nardini contabilizou um faturamento de R$ 1,09 bilhão.
Apesar disto, os custos também seguiram a tendência de elevação. No último ciclo, a Nardini registrou gastos de R$ 838,93 milhões com os produtos vendidos, alta de 29,3% ante os R$ 648,92 milhões vistos em 2021/22.

Desta forma, a relação entre as receitas e os custos ficou em 62,9%. Mesmo com o aumento de 3,4 pontos percentuais, este ainda é um dos menores índices registrados pela Nardini.
Além disso, seguindo a movimentação vista na temporada anterior, a Nardini registrou aumento em seu lucro bruto. Com R$ 514,1 milhões, o valor teve uma alta anual de 7,9%, também caracterizando um novo recorde.

Os maiores ganhos operacionais, entretanto, não conseguiram cobrir completamente o crescimento nas perdas vistas na área financeira. Mesmo com uma maior receita neste quesito e um saldo positivo quando se considera o impacto da variação cambial, a Nardini teve um prejuízo 43,6% maior na comparação entre as duas temporadas, indo a R$ 150,43 milhões.
Especificamente, as despesas financeiras subiram 83%, para R$ 175,44 milhões. A composição do valor, contudo, não foi divulgada.
Posição das dívidas
O endividamento da companhia com empréstimos e financiamentos cresceu 35,9% na comparação entre as duas últimas safras, chegando a R$ 1,11 bilhão em 31 de março de 2023. Um ano antes, esta posição era de R$ 818,05 milhões.

Do total, R$ 936,97 milhões se referem a dívidas com vencimento acima de doze meses. O valor representa um aumento de 39,2% em relação aos débitos de longo prazo vistos ao final da safra anterior, que somavam R$ 673,32 milhões.
Os R$ 174,66 milhões restantes estão comprometidos com vencimentos no decorrer da temporada 2023/24 – aumento anual de 20,7% em comparação com os R$ 144,73 milhões contabilizados como dívidas de curto prazo em março de 2022.
Giully Regina – NovaCana