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Suprema Corte dos EUA decide não rever norma que valoriza etanol brasileiro, Unica comemora

cana 010714Tribunal se recusou a analisar pleito de produtores de etanol de milho e refinadores de petróleo por mudanças no Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono da Califórnia
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A Unica comemorou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de se abster da disputa encabeçada por produtores domésticos de etanol e pela indústria de refino de petróleo contra as regras do Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono da Califórnia (Low Carbon Fuel Standard - LCFS). O tribunal anunciou nesta segunda-feira (30) que não vai julgar a contenda em que opositores pedem por alterações ao programa.

Veja a seguir as declarações sobre a disputa envolvendo a norma californiana que valoriza o etanol brasileiro nos EUA.

A Unica comemorou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de se abster da disputa encabeçada por produtores domésticos de etanol e pela indústria de refino de petróleo contra as regras do Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono da Califórnia (Low Carbon Fuel Standard - LCFS). O tribunal anunciou nesta segunda-feira (30) que não vai julgar a contenda em que opositores pedem por alterações ao programa.

A reclamação é de que a norma discrimina os produtores de etanol fora do estado por meio de maior intensidade de carbono que atribui para o combustível transportado a longas distâncias. O LCFS classifica os combustíveis com base nas emissões de gases de efeito estufa causados ​​em seu ciclo de vida que abrange produção, distribuição e uso em um veículo.

Em texto assinado pelo conselheiro da Unica Joel Velasco, também vice-presidente sênior de relações externas da Amyris, a entidade pondera que os opositores ao LCFS estão errados. Para tanto cita a experiência brasileira, já que, mesmo sendo transportado por uma distância continental, o etanol de cana possui, entre os biocombustíveis, a menor intensidade de carbono atribuída pelo programa. Assim, a classificação faz com que o etanol brasileiro feito de cana tenha vantagem frente aos concorrentes de outros estados dos EUA.

"Apesar de normas cada vez mais rígidas, o CARB [Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia] tem reiterado que o etanol de cana tem um dos mais baixos perfis de emissão do que qualquer biocombustível fornecido atualmente ao mercado – mesmo quando os nossos produtos são enviados internacionalmente, não apenas através das fronteiras estaduais", escreve Velasco em texto publicado na página do site internacional da instituição.

A norma californiana se destina a reduzir gases de efeito estufa associados às alterações climáticas, incentivando a utilização de combustíveis de baixo carbono, como o etanol, gás natural e biodiesel.

Mais detalhes sobre a disputa pelas agências Platts e Bloomberg.

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