Com base em números da S&P Global Energy, Luiz Carlos Corrêa Carvalho aponta que oferta global do biocombustível tende a crescer de forma mais acelerada que o consumo
Não é de hoje que o setor de etanol brasileiro expressa questionamentos sobre um possível excedente de produção em relação ao consumo. Na edição de 2025 da Conferência NovaCana, por exemplo, o assunto foi levantado pelo presidente executivo da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia), Mário Campos Filho.
“Tenho uma preocupação com a sobreoferta. Nesses mais de 20 anos defendendo o setor, aprendi que o maior problema é não ter mercado. Mas o etanol tem mercado”, disse ele, na ocasião.
De acordo com o diretor da Canaplan, Luiz Carlos “Caio” Corrêa Carvalho, este é um cenário que extrapola as fronteiras do Brasil. Durante o evento Global Cana, realizado em Ribeirão Preto (SP), ele apontou que o setor global de biocombustíveis vive atualmente o chamado risco da oferta: “O ganho de produtividade [no campo] está ganhando da evolução na demanda”.
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