A atual safra de cana-de-açúcar, que começou a pouco mais de um mês, deverá ter um aumento na moagem. Esta visão faz parte de um consenso observado em levamento realizado pelo NovaCana.
Ao longo das últimas semanas, a equipe de reportagem reuniu dados referentes às estimativas da safra de cana-de-açúcar. Na média, as 16 empresas consultadas esperam 629,93 milhões de toneladas de matéria-prima para o ciclo 2026/27. Comparado com as 611,15 milhões de toneladas que foram moídas ao longo de 2025/26, o volume seria 3,1% superior.
Os números variaram de 620 milhões de toneladas, projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo Itaú BBA, a 649,8 milhões de toneladas, esperadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além disso, houve uma alta de 2,4% ante as 615,24 milhões de toneladas médias referente à sondagem anterior do NovaCana, realizada em setembro do ano passado.
A FG/A, por exemplo, estima uma quantia um pouco menor de cana, atingindo 636,33 milhões de toneladas. “Entendemos que devemos contar com mais um ano de disponibilidade elevada de cana na região, em virtude de uma recuperação esperada na produtividade, dado a expectativa das condições climáticas retornarem à uma normalidade”, corrobora a companhia.
Já a Hedgepoint prevê 635 milhões de toneladas de cana ao longo da temporada. Conforme divulgado no último mês pela empresa, as condições climáticas melhoraram, com chuvas “favoráveis” entre outubro e fevereiro.
“Essas condições resultaram em um Índice de Saúde Vegetal (VHI) mais forte, que permanece próximo ou acima das médias históricas, permitindo a expectativa de um desempenho sólido de produtividade, atualmente estimada em 78,5 t/ha”, destaca a consultoria.
Por sua vez, as projeções da Agroconsult, divulgadas na última segunda-feira, 4, alcançam as 634,9 milhões de toneladas processadas – em setembro, a empresa estimava 615,9 milhões de toneladas.
O incremento se deu pela expectativa de aumento na produtividade dos principais estados produtores e que deverá atingir 80,2 t/ha na média da região. O valor representaria um aumento de 3,5% em relação à safra anterior, “como resposta ao clima favorável ao desenvolvimento da cana ao longo de 2025”, segundo expressa a empresa.
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Reportagens tratando do mix de produção e estimativas para açúcar e etanol serão publicadas em breve no NovaCana.
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