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Safra 2014/15: Os 6 destaques da pesquisa da Conab com cerca de 400 usinas

cana tempestade 010414Expectativa das usinas nos principais estados brasileiros se alteram em relação a produção, produtividade e área colhida para a safra 2014/15
NovaCana 5 min de leitura
A percepção das usinas sobre a safra 2014/15 está mudando. As novas opiniões das usinas ficaram mais claras na última quinta-feira, quando a Conab apresentou o resultado da sua tradicional – e extensa – pesquisa com as usinas de todo o Brasil.

A instituição do governo refletiu, como de costume, o otimismo de cada usina em relação ao seu desempenho até o final da safra. Assim a projeção da moagem total superou todas as outras estimativas do setor. Conforme argumentou a Unica, este volume extra de cana da Conab estaria relacionado a competição por cana das usinas, ou seja, mais de uma usina está contando como garantida a mesma área de cana.

Apesar desta diferença, a metodologia utilizada pela Conab é a mesma utilizada em abril, quando o primeiro levantamento foi feito. Assim, uma comparação entre a opinião das usinas no início da safra e agora, no meio, revelam os pontos agrícolas que mais se deterioraram e também aquelas regiões que sentirão com mais intensidade os efeitos da quebra da safra.

O portal NovaCana analisou os números da Conab e apresenta a seguir seis mudanças na opinião do setor produtivo sobre como será a safra 2014/15.

A percepção das usinas sobre a safra 2014/15 está mudando. As novas opiniões das usinas ficaram mais claras na última quinta-feira, quando a Conab apresentou o resultado da sua tradicional – e extensa – pesquisa com as usinas de todo o Brasil.

A instituição do governo refletiu, como de costume, o otimismo de cada usina em relação ao seu desempenho até o final da safra. Assim a projeção da moagem total superou todas as outras estimativas do setor. Conforme argumentou a Unica, este volume extra de cana da Conab estaria relacionado a competição por cana das usinas, ou seja, mais de uma usina está contando como garantida a mesma área de cana.

Apesar desta diferença, a metodologia utilizada pela Conab é a mesma utilizada em abril, quando o primeiro levantamento foi feito. Assim, uma comparação entre a opinião das usinas no início da safra e agora, no meio, revelam os pontos agrícolas que mais se deterioraram e também aquelas regiões que sentirão com mais intensidade os efeitos da quebra da safra.

O primeiro levantamento da Conab foi realizado em março, após o período de seca que afetou os canaviais. O último levantamento foi concluído algumas semanas atrás.

1 - Usinas confirmam deterioração da safra no Centro-Sul

Em março as usinas acreditavam que haveria 612,9 milhões de toneladas de cana para ser moída, agora a perspectiva caiu para 599,6. A área esperada para ser colhida permaneceu praticamente a mesma, assim, a redução de 13 milhões de toneladas é consequência da queda na produtividade, que era esperada em 75,8 toneladas por hectare mas foi ajustada para 74,5.

2 - Produção de açúcar cai em todo Centro-Sul

Como resultado dos problemas que se desenvolveram ao longo dos últimos quatro meses e mudanças nas perspectivas do mercado, as usinas alteraram seu plano inicial.

Em termos de volume de açúcar produzido as usinas do Centro-Sul esperam uma redução de 3,7%, uma queda de 1,31 milhões de toneladas. São Paulo teve um ligeiro aumento no mix para o açúcar, mas a produção esperada do adoçante está 600 mil toneladas menor do que o previsto inicialmente. Goiás e Mato Grosso, que já tinham o mix menos voltado para o açúcar, foram os que, percentualmente, mais reduziram a perspectiva de produção de açúcar.

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3 - São Paulo foi onde a cana mais perdeu qualidade

As expectativas das usinas de São Paulo foi a mais afetada pelos efeitos da seca na entressafra. O estado foi o que mais perdeu em qualidade – queda de 2,7% – entre os maiores produtores do Centro-Sul.

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4 - Unica e Conab trocam de lado em relação a produtividade

Interessante notar que na última safra, Unica e Conab divergiram em relação a produtividade. Enquanto a Unica informou que o Centro-Sul atingiu 79,8 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, a Conab acredita ter sido menos, 77,8. Já nesta safra as posições se inverteram. A Conab mostra que as usinas estão acreditando numa produtividade de 74,5 t/h, contra cerca de 73,4 da Unica. A associação deve reduzir ainda mais este número nas próximas semanas, como ela já adiantou.

5 - GO e MG terão crescimento na área colhida

Segundo maior estado produtor de cana, Goiás deve ter um incremento de 1,6% na sua moagem graças ao aumento de 2% na área prevista para ser colhida. Este aumento em relação ao previsto em abril será acompanhado de uma leve queda no rendimento. Goiás prevê aproveitar 17,8 mil hectares a mais em relação a abril, enquanto Minas Gerais deve aumentar a área colhida em 12 mil hectares.

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6 - Quadro no MS e MT também se deteriorou

O Mato Grosso do Sul viu sua perspectiva inicial de produção se deteriorar 4,3%, reduzindo a moagem para 46,7 milhões de toneladas. A perda de produtividade no estado (-1,6%) veio acompanhada de uma perspectiva de redução na área colhida (-2,7%).

Em Mato Grosso a queda da moagem esperada em 7,74% foi a maior do centro-sul, reduzindo a expectativa para 16,4 milhões de toneladas.

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Tabela Interativa

A tabela interativa completa com o comparativo entre as pesquisas e a última safra está disponível aqui.

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