Levantamento com as onze instituições ligadas ao setor revelam as incertezas para a atual safra de cana-de-açúcar
Imprevisibilidade é uma palavra que define a safra atual de cana-de-açúcar para o centro-sul do Brasil, principal região produtiva do setor. A indefinição fica expressa pelos 52 milhões de toneladas de cana que separam a estimativa de moagem mais otimista daquela mais sombria. No início da safra passada (2013/14) a distância entre a pior e melhor projeção não superava os 15 milhões de toneladas, consideradas as nove instituições consultadas pelo portal NovaCana.
O ciclo canavieiro iniciado em abril é um período em que "tudo pode acontecer", analisa o sócio diretor e CEO da Job Economia, Júlio Maria Borges. "É uma safra que começa com um grau de incerteza muito grande, primeiro pela condição de clima, parece que o El Niño vem e vem forte, e também há [a incerteza sobre] o preço do açúcar". Clima e preço do açúcar são itens que surgem como principais variáveis na maioria das avaliações.
O sócio da FG Agro, Willian Orzari Hernandes, concorda que a safra atual é mais imponderável do que as passadas pela questão climática, o que se traduz em projeções bem mais divergentes. "Este ano a grande dúvida é a cana, é agrícola, e quando se projeta [um fator] agrícola, consequentemente se projeta clima, que é muito volátil. Por isso que nas projeções desse ano tem gente projetando 540 e outros 620 [milhões de toneladas], que são números muito diferentes", pontua.
Para o comparativo das estimativas de safra 2014/15 do portal NovaCana foram compiladas projeções de 11 instituições: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Copersucar e as consultorias Archer Consulting, Canaplan, Datagro, FG Agro, INTL FC Stone, Job Economia, Platts/Kingsman e Rabobank.
"É uma safra em que tudo pode acontecer" Júlio Maria Borges da Job Economia
Moagem: quebra média de 4,5%
Embora sejam consensuais os impactos causados pela estiagem no primeiro trimestre do ano no centro-sul, a variação entre a pior e a melhor estimativa para a moagem de cana nesta safra é de 11 pontos percentuais. No cenário mais pessimista o encolhimento será de 9,5% e na melhor das hipóteses a moagem deve evoluir 2,6%. A média das previsões indica uma quebra de 4,5% (veja gráfico abaixo). Esta média é o mais perto que existe de um consenso no setor: 577,3 milhões de toneladas.
A Conab, que tradicionalmente revela o otimismo dos usineiros no planejamento da safra, trouxe a expectativa mais positiva, sendo a única a prever evolução na safra atual: 612,9 milhões de toneladas. Quando considerado o número da própria Conab para a moagem na safra passada (602,1 milhões de toneladas) a projeção representa uma evolução de 1,8%.
Como a Conab é a única que revela as projeções por estado, fica claro que existe um pessimismo em relação ao Estado de São Paulo, que responde por 367,2 milhões de toneladas ou 60% do total previsto pela Conab, e tem queda esperada de 1,5%. No lado oposto entre os estados do centro-sul estão o Paraná, com crescimento de 12,2%, e o Mato Grosso do Sul, com alta de 17,4%.
Apesar do crescimento da moagem, a instituição considera redução da produtividade agrícola de 2,5%, indo para 75,8 kg por hectare, e queda na qualidade dos açúcares, de 134,4 para133,4 kg por tonelada de cana-de-açúcar.
A quebra de safra marca todas as demais projeções, embora em diferentes níveis. A média das estimativas fica na casa dos 570 a 580 milhões de toneladas, intervalo em que convergem Rabobank e Copersucar, ambos com 570; Datagro, com 574,6; Archer, com 575, e a Unica que espera 580 milhões de toneladas.
Abaixo da média se situam as previsões de 565 milhões de toneladas da Job Economia e a da Canaplan, de 540 milhões, que é de longe a mais negativa. Durante um evento, o presidente da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, explicou que o clima frustrou a esperança de que os impactos sobre a colheita fossem minimizados. "O verão é o grande momento de crescimento vegetativo para nossas culturas, inclusive a cana, porém esse período que ocorre de dezembro até março foi marcado por uma longa seca. Nossas esperanças estavam nas chuvas de abril e maio, que funcionam como complementos para o crescimento da planta, mas o período também foi marcado por seca", disse.
Apesar de serem as mais pessimistas sobre o volume de moagem, Job Economia e Canaplan apostam nos números mais altos para o ATR médio, respectivamente, 136,6 e 136 quilos por tonelada de cana. A média das onze estimativas aponta para 134,2 kg/ton.
No polo mais positivo, mas ainda indicando uma safra pior que a do ano passado, estão Platts/Kingsman e FCStone, com o processamento de 585 milhões de toneladas. A estiagem no primeiro trimestre e a piora do ATR foram as explicações para a queda.
Diferente de outras consultorias que já rebaixaram suas estimativas iniciais, a opção da Platts/Kingsman foi por não aderir às tendências mais pessimistas e observar o desempenho da safra nas próximas quinzenas. "Ainda estamos um pouco relutantes, não temos certeza de que vem o El Niño, se a chuva pode melhorar a cana, então, por enquanto, preferimos não mexer", explicou a analista de agricultura, Alessandra Rosete. Em caso de futura revisão, ela acredita que a queda seja de no máximo 10 milhões de toneladas em relação ao número inicial, com impacto principalmente sobre a produção de açúcar.
A FCStone também está mantendo a primeira estimativa de 585,85 milhões de toneladas de cana (de 598,27 milhões de toneladas disponíveis), embora consultor sênior em gerenciamento de risco da empresa já considere 575 milhões de toneladas. O analista de mercado da FC Stone, Renan Pimenta, ressalva que a área de pesquisa ainda não reviu a estimativa de moagem, o que pode acontecer nas próximas semanas de junho. Até o momento a consultoria estima a capacidade ociosa em torno de 13%
A FG Agro adota uma estimativa por sensibilidade, prevendo que a moagem fique no intervalo entre 577 e 608 milhões de toneladas. O centro dessa estimativa aponta para 592 milhões de toneladas. Willian Hernandes, explica que opção por estimar uma sensibilidade, se deve à potencial quebra de produtividade agrícola em razão das adversidades climáticas.
Os efeitos da seca fizeram com que a FG Agro mudasse sua metodologia para a estimativa. De 2011 até o ano passado os planos de safra eram traçados verificando qual a capacidade industrial diária de processamento do setor. Já para esta safra o fator decisivo é a cana. "Mudamos o cenário de projeção. Antes tínhamos indicadores de sensibilidade industrial e este ano estamos com indicadores de sensibilidade agrícola", diz o sócio da consultoria.
"Nossas esperanças estavam nas chuvas de abril e maio, mas o período também foi marcado por seca" Luiz Carlos Corrêa Carvalho da Canaplan
O enigma do El Niño
Embora os efeitos da seca prolongada na entressafra já estejam aparecendo nas atualizações quinzenais da safra, o El Niño ainda é uma incógnita e divide opiniões. Se vier com força, pode trazer chuvas fora de época nos meses de junho a agosto no centro-sul, atingindo o auge da colheita de cana.
Hernandes, da FG Agro, é taxativo sobre não incluir a variável na projeção. "Como não somos meteorologistas, não gostamos de traçar planos meteorológicos e não estamos considerando isso". Porém, ele é otimista mesmo considerando que o fenômeno se confirme. Se o pico da safra for chuvoso, o potencial atraso da moagem pode ser compensado nos meses subsequentes graças à capacidade ociosa existente nas usinas.
"Não temos tanto medo de impactos de safra com relação a esse fenômeno, o que vai acontecer é deslocamento [da moagem]", explica o sócio da FG Agro. "Temos um espaço industrial ainda muito grande em dezembro e novembro para aumentar a moagem se houver cana disponível".
Mesmo com esta liberdade para estender a safra, o El Niño pode causar grandes impactos no mercado. Na opinião de Julio Maria Borges, da Job Economia, "se o El Niño vier mesmo, vai mudar muito a condição de safra e a condição de preço".
A maioria das consultorias compartilha da dúvida sobre a ocorrência do El Niño, mas, se dividem sobre suas repercussões.
"Alguns [estudos meteorológicos] dizem que há 70% de chance de El Niño, outros que a chance é pequena, por isso ainda estamos sem saber", comenta Alessandra Rosete, da Kingsman/Platts. Embora o mercado de açúcar esteja reticente sobre os efeitos do clima na disponibilidade de açúcar, Rosete relata que alguns agentes do setor já dão como certa a adversidade e contam com uma resposta altista no preço da commodity. "Tenho falado com alguns produtores e eles estão bastante 'bullish' principalmente em função da safra em São Paulo com quebra, El Niño e consequentemente preço do açúcar", explica a analista.
Alessandra Rosete não faz projeções de preço, mas relata que o sentimento do mercado é de que a partir de julho se obtenha valores mais consistentes no mercado internacional de açúcar, com expectativa de alcançar 19 cents de dólar por libra-peso.
A análise do Rabobank pondera que o fenômeno climático poderia aumentar a produtividade dos canaviais, mas por outro lado reduziria os níveis de ATR e atrapalhariam a colheita. Além do Brasil, outros produtores saíram afetados como Índia, China, Tailândia e Austrália. Caso ocorram reduções nas perspectivas desses países, o banco holandês acredita que o balanço entre oferta e demanda mundial de açúcar será significativamente afetado.
"Não temos tanto medo de impactos de safra com relação ao El Niño, o que vai acontecer é deslocamento da moagem" Willian Orzari Hernandes da FG Agro
Açúcar e mix menos doces
Não fosse pela Conab que vê um crescimento de 4,9% na produção de açúcar, a queda seria consensual entre as projeções. O número médio projetado para a produção do adoçante é de 33,2 milhões de toneladas, ante os 34,2 milhões de toneladas produzidos anteriormente.
A tendência apontada pela média das estimativas é de que o setor tenha um mix sutilmente mais alcooleiro do que o registrado na safra passada, indo de 45,2% para 44,7% do caldo destinado para o açúcar.
As maiores alterações no mix em relação à safra 2013/14 são estimadas pela FC Stone e pela Datagro, com apostas em lados opostos. A primeira consultoria projeta uma safra ainda mais alcooleira, com apenas 42,6% do caldo para o açúcar.
Já a Datagro é a única a considerar um aumento significativo no mix para a produção de açúcar, que, nesse caso, absorveria 46,3% da matéria-prima. Diferente do que previra em sua primeira estimativa, a Datagro elevou a expectativa de volume de cana destinada à produção de açúcar em função da alta dos preços no mercado internacional em março, que repercutiram os efeitos do clima nos canaviais do centro-sul. A consultoria acredita que, na média, esses preços sejam sustentados ao longo do ano.
O sócio da FG Agro pondera haver agora mais imprevisibilidade sobre a produção "por conta da flexibilidade" criada nas usinas. A consultoria estima que foram realizados investimentos ampliando a capacidade industrial em cerca de 1% para a safra atual, ao passo que a matéria-prima disponível decaiu. Portanto, Willian Orzari Hernandes considera que, mais espaço industrial ocioso possibilita essa flexibilidade para oscilar sensivelmente entre uma maior produção de açúcar ou etanol. No mesmo sentido, quando se maximiza a fabricação de um derivado de cana, que nesta safra tende a ser o etanol, é gerada uma capacidade ociosa maior para o outro produto, aumentando a margem para eventuais alterações do mix de produção.
A incerteza sobre o mix encontra eco na avaliação da Kingsman/Platts que trabalha com um mix de 45% para o açúcar, mas ressalva que há espaço para mudar esse percentual. A consultoria aponta tendência de queda para o mix de açúcar. "É o que pode ser mais variável, principalmente porque estamos com um consumo muito forte de etanol, embora abril tenha sido menor, o que diminuiria a posição do açúcar consideravelmente", destaca Alessandra Rosete.
Em termos de volume, a Conab estima a maior produção, com crescimento de 5% ante a safra passada, alcançando 35,9 milhões de toneladas de açúcar atreladas ao mix de 45,6% para o adoçante.
No polo contrário, a Canaplan projeta apenas 31,8 milhões de toneladas, a baixa mais expressiva, de 7%, para a produção de açúcar na comparação anual. A consultoria não faz uma estimativa para o mix de produção, mas, para fins de simulação, adota o valor do mix da safra passada de 45,2% para o açúcar.
Em termos de preço, a Archer Consulting indica que 54% da safra já está fixada com o preço médio de 17,43 centavos de dólar por libra-peso, já incluído o prêmio de polarização, e o dólar médio obtido pelas usinas (a R$ 2,3122).
Com ou sem El Niño, a expectativa do Rabobank é de que o mercado global de açúcar comece a entrar em equilíbrio após três anos consecutivos de excedente, o que deve refletir nos preços internacionais. Entretanto, o banco ressalva que a mudança pode não ser tão drástica quanto os produtores gostariam. "Os estoques acumulados nos últimos anos ainda estão presentes e devem impedir grandes elevações nos preços no curto prazo", alerta o banco.
A FG Agro também está otimista para o segundo semestre e acredita que o preço subirá em reais, já o preço em dólar vai depender do comportamento do câmbio durante o período, por isso pede atenção. "Temos a opinião de que a safra brasileira pode vir mais alcooleira do que está precificado e aparecer défice de açúcar no segundo semestre, fazendo o preço subir de novo. A ressalva que fazemos é para o cuidado com o câmbio", diz Hernandes.
Etanol: de 23,7 a 27,6 bilhões de litros
Pela média das estimativas para a produção de etanol, a tendência é que se repitam os 25,5 bilhões registrados em 2013/14. Entretanto, não existe uma linha de convergência entre as projeções.
No melhor cenário, projetado pela Datagro, a produção total de biocombustível deve crescer 8,3% em relação à safra anterior, alcançando 27,6 bilhões de litros. Já no pior caso, a Canaplan considera uma retração de 7%, com a produção caindo para 23,7 bilhões de litros.
As diferenças estão principalmente relacionadas à produção de hidratado. Para a analista da Platts/Kingsman a produção de etanol hidratado será impulsionada caso os preços da energia elétrica no mercado livre se mantenham com preços próximos ao teto de R$ 824. Como é o produto que exige menos vapor em sua fabricação, Rosete explica que o hidratado possibilita mais bagaço para a produção de excedente na cogeração.
Em relação aos preços do próprio biocombustível, a analista já não vê muito espaço para alteração. "Acredito que o preço do etanol vai acabar não seguindo porque com isso perde competitividade, não tem como passar do que está hoje – no spot por volta dos R$ 1.390/m³ – e acho que vai ficar aí. O pessoal está acreditando em uma média para esta safra em torno de R$ 1.400/m³", comenta a analista da Platts.
Já a FG Agro considera que com a oferta de etanol pressionada pela demanda, a tendência é de preços mais altos para o hidratado, perto do teto de 70% do preço da gasolina. "Diferente de 2013, o mercado de etanol está bem consistente este ano", pontua o sócio da FG Agro. Hernandes explica que a perspectiva é de descolamento entre a evolução da demanda potencial, em crescimento constante, e a produção do biocombustível, que não deve registrar ampliação.
O cenário de preços consistentes para o etanol pode refletir sobre a produção de açúcar, caso persistam os preços reduzidos da commodity, tornando o mix ainda mais alcooleiro.
A Archer Consulting, que projeta uma queda de 3,5% na produção total do biocombustível, analisa que sem uma mudança drástica no mercado internacional de açúcar, o anidro vai continuar sendo o melhor negócio, com uma rentabilidade 38% acima da média do setor. O diretor da consultoria, Arnaldo Correa, estima a atual média de rentabilidade do setor em 4,67 dólares por tonelada de cana moída, enquanto o anidro traz uma rentabilidade de 6,49 dólares por tonelada.
Para a FG Agro a produção total de etanol deve crescer minimamente, de 25,5 para 26 bilhões de litros, com o mix de desidratação em 46,7%, ante os 44,2% da safra passada. Para a projeção foi considerada a média mensal dos percentuais de desidratação das últimas três safras e um aumento de capacidade de desidratação diária frente à safra passada o que, segundo a consultoria, deve resultar em 14,1 bi litros de hidratado e 11,8 bi litros de anidro.
Perspectivas políticas
Com a safra mais alcooleira, o setor tem cerca de 55% da sua produção dependente da política nacional. De um lado o etanol hidratado tem seu valor indiretamente limitado por conta do preço da gasolina, que é regulado pelo governo, e de outro o anidro, que é diretamente condicionado pela mistura que o governo indica para compor a gasolina C. Com as eleições a serem realizadas em outubro, o setor especula quais seriam as possibilidades de mudanças, sobretudo, na política para os biocombustíveis.
Independentemente de quem for eleito, o sócio da FG Agro não acredita em alterações substanciais no curto prazo devidos aos efeitos que isso teria sobre a inflação. "Nesses aspectos [de deterioração do etanol] temos visto a oposição [ao governo] batendo, falando dos preços fixos com relação à não equiparação dos preços da gasolina nacional com o mercado internacional, porém, com ressalvas. O próprio Eduardo Campos questionado se é a favor do aumento da gasolina respondeu que não é bem assim", comenta Hernandes. Para logo depois das eleições a aposta é de que "com Dilma ou sem Dilma, deve vir de 6 a 7% de reajuste".
Para o novo mandato ele acredita que sistemática para redução da defasagem dos preços dos derivados de petróleo seja mais acelerada. "[Se reeleita] aposto que a Dilma seja mais ousada em 2015, depois das eleições, nessa equiparação [da gasolina e do diesel aos preços internacionais]. Aposto que ela faça de 10 a 12% em 2015 e 2016. E se vier um novo governo ele deve fazer a mesma coisa, não deve fazer de uma vez só. Estou vendo os dois cenários [de vitória da oposição ou de reeleição] convergindo. Essa situação da Petrobras é iminente e tem que ser corrigida, mas não pode ser da noite para o dia, precisa ser ao longo do tempo", completa.
O diretor da Archer, Arnaldo Correa, tem uma visão diferente. Para ele até o açúcar está suscetível à política nacional e eventuais mudanças na preferência dos eleitores brasileiros podem refletir no mercado internacional. "Se Dilma continuar caindo nas pesquisas [de intenção de voto], a tendência é que o açúcar suba lá fora, pois o mercado vai entender que o novo governo estancaria o sangramento da Petrobras via aumento de preços da gasolina, que tornaria o teto do etanol mais alto", explica.
Já o executivo da Job Economia acredita que variáveis externas ao setor tenham mais efeitos gerais sobre o país. "O câmbio e a política podem mudar a condição de competitividade do Brasil, não apenas do açúcar", diz Borges.
Hernandes opina no mesmo sentido. "Acho que pode haver uma mudança com reflexos mais macroeconômicos do que setoriais. Um novo governo traria uma nova política monetária e acabaria mexendo um pouco em câmbio, acho que estes reflexos podem vir para o setor".
Amanda SchArr – NovaCana