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[Ranking] Usinas brasileiras exportam 32,3% menos açúcar por contêiner em 2021

Volume enviado pelo país caiu para 1,85 milhão de toneladas em 2021; usina do grupo Bazan se mantém na liderança dos despachos

NovaCana 7 min de leitura

Entre as companhias exportadoras, 2021 foi marcado pelo “containergeddon”. Em um cenário de congestionamentos portuários, maiores custos e constantes atrasos, muitas empresas tiveram que deixar de lado o envio via contêineres – uma opção de maior valor agregado – e embarcar seu produto em navios graneleiros.

O mercado brasileiro de açúcar também foi afetado. A Jalles Machado, por exemplo, divulgou que a falta de contêineres prejudicou suas exportações de açúcar orgânico, enquanto a Tereos optou por mudar rotas e estratégias, passando a enviar açúcar ensacado por porão de navio.

De acordo com a agência marítima Williams Brasil, que divulga mensalmente os dados de exportação de açúcar despachado tanto via porão de navio quanto por contêineres, a comercialização da commodity nesta segunda categoria teve uma queda de representatividade.

A quantidade enviada via contêiner em 2021 foi de 1,85 milhão de toneladas, retração de 32,3% ante as 2,73 milhões de toneladas vistas em 2020. Assim, o ano passado teve o menor volume exportado nesta modalidade desde o início da série histórica, em 2012.

Além disso, as 1,85 milhão de toneladas corresponderam a 6,9% do total de açúcar enviado para fora do país em 2021, conforme apontam os dados da agência marítima. Em 2020, esta fatia era de 9,1%. A participação percentual mais alta observada na série histórica foi em 2017, 10,7%, quando o Brasil despachou 2,98 milhões de toneladas de açúcar via contêineres.

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Entre as companhias exportadoras, 2021 foi marcado pelo “containergeddon”. Em um cenário de congestionamentos portuários, maiores custos e constantes atrasos, muitas empresas tiveram que deixar de lado o envio via contêineres – uma opção de maior valor agregado – e embarcar seu produto em navios graneleiros.

O mercado brasileiro de açúcar também foi afetado. A Jalles Machado, por exemplo, divulgou que a falta de contêineres prejudicou suas exportações de açúcar orgânico, enquanto a Tereos optou por mudar rotas e estratégias, passando a enviar açúcar ensacado por porão de navio.

De acordo com a agência marítima Williams Brasil, que divulga mensalmente os dados de exportação de açúcar despachado tanto via porão de navio quanto por contêineres, a comercialização da commodity nesta segunda categoria teve uma queda de representatividade.

A quantidade enviada via contêiner em 2021 foi de 1,85 milhão de toneladas, retração de 32,3% ante as 2,73 milhões de toneladas vistas em 2020. Assim, o ano passado teve o menor volume exportado nesta modalidade desde o início da série histórica, em 2012.

exp conteiner total parcela 2021

Além disso, as 1,85 milhão de toneladas corresponderam a 6,9% do total de açúcar enviado para fora do país em 2021, conforme apontam os dados da agência marítima. Em 2020, esta fatia era de 9,1%. A participação percentual mais alta observada na série histórica foi em 2017, 10,7%, quando o Brasil despachou 2,98 milhões de toneladas de açúcar via contêineres.

Observando os envios mensais feitos em 2021, março teve o maior volume exportado de açúcar via contêineres, com 222,36 mil toneladas; um ano antes, o valor era de 156,21 mil toneladas. Ele foi seguido por agosto, com 196,57 mil toneladas.

exp conteiner total mensal

Bela Vista segue na liderança

A Bela Vista, do grupo Bazan, se manteve em primeira posição entre as maiores exportadoras de açúcar via contêiner pelo segundo ano consecutivo. Em 2021, a sucroenergética enviou 275,08 mil toneladas do adoçante, uma queda de 3,1% em relação ao ano anterior, quando havia exportado 283,91 mil toneladas.

Gana e Congo foram os principais destinos das vendas da Bela Vista, com 57,11 mil toneladas e 35,58 mil toneladas, respectivamente.

Pertencente ao mesmo grupo, a Bazan se manteve como segunda colocada no ranking, enviando 236,28 mil toneladas de açúcar. Neste caso, o volume representou uma diminuição de 14,9% ante as 277,6 mil toneladas de 2020. Os principais destinos da companhia em 2021 foram Gana e Iêmen, com 37,07 mil toneladas e 31,79 mil toneladas.

exp conteiner total destinos empresas

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A terceira posição mais uma vez foi ocupada pela usina Santa Fé, do grupo Itaquerê, com envios de 198,95 mil toneladas, retração anual de 14,1%. Gana e Angola foram os principais destinos, com o primeiro recebendo 26,27 mil toneladas e o segundo, 23,31 mil.

Já a Copersucar – que deteve o título de campeã entre 2017 e 2019, mas caiu para a sexta posição em 2020 – teve uma recuperação, subindo para o quarto lugar. A companhia aumentou seu volume exportado em 6,9%, sendo a única entre as cinco primeiras colocadas a não ter retração. No total, a Copersucar enviou 118,77 mil toneladas de adoçante para fora do país. A maior parte foi destinada para Iêmen e Gâmbia.

Por sua vez, a usina Alta Mogiana, do grupo de mesmo nome, ficou em quinto lugar dentre as maiores exportadoras de açúcar via contêiner. A unidade comercializou 114,97 mil toneladas, 47,6% a menos que em 2020. Gana e Iêmen foram os principais países recebedores do açúcar da empresa.

No total, 152 empresas exportaram açúcar via contêiner em 2021, 35 companhias a menos ante 2020, quando 187 haviam enviado adoçante para o exterior. Considerando as 35 maiores, 17 tiveram diminuição no volume enviado, cinco tiveram aumento e 13 não tiveram o dado divulgado em 2020 para permitir o comparativo.

A maior variação percentual no comparativo anual foi da CV Trans International, com aumento de 382,1% e uma exportação de 8,96 mil toneladas. Já a maior retração, 82,6%, foi da Deag, que despachou 6,24 mil toneladas.

Destinos e rotas

O porto de Santos (SP) foi o principal ponto de saída da commodity, assim como já ocorre nos envios de açúcar via porão de navio. Em 2021, foram 1,84 milhões de toneladas, volume 30,8% inferior às 2,66 milhão de toneladas expedidas em 2020.

Em seguida, pelo porto de Suape, em Ipojuca (PE), foram enviadas 1,67 mil toneladas, queda de 88,2% na comparação anual. Além disso, envios menores foram feitos pelos portos de Itapoá (SC), Itaguaí (RJ), Navegantes (SC), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR), Vila do Conde (PA) e Itajaí (SC).

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Mesmo com o menor volume enviado, o produto nacional alcançou todos os continentes, com destaque para o africano, com 1,36 milhão de toneladas. O volume equivale a 73,6% do total despachado por contêiner pelas produtoras brasileiras em 2021.

A Ásia veio em seguida entre os continentes, tendo adquirido 240,73 mil toneladas da commodity, ou 13% do total.

Já as Américas do Norte e Sul obtiveram, respectivamente, 126,31 mil e 41,06 mil toneladas. O Estados Unidos foi o país do continente norte-americano que mais comprou adoçante, 115,02 mil toneladas. Já na América do Sul, o título foi da Colômbia, com 29,41 mil toneladas.

Europa, América Central e Oceania obtiveram volumes menores que, somados, chegaram a 79,07 mil toneladas.

Gana foi o país que recebeu maior volume, 223,64 mil toneladas, ou 12,1% do total. Um ano antes, Benim havia sido o principal destino, mas o país caiu para segunda colocação em 2021, com 179,37 mil toneladas. Na sequência estão Togo (159,49 mil t), Iêmen (155,48 mil t) e Guiné (154,32 mil t).

Dados de exportação

Os números apresentados pela Williams Brasil se distinguem dos dados oficiais brasileiros, que são trazidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. Isso ocorre porque as entidades usam metodologias distintas para obter os dados de exportação.

A agência marítima contabiliza as quantias observadas nos portos, sejam elas despachadas via contêiner ou via porão. Já a secretaria governamental recebe as informações declaradas pelas empresas exportadoras, divulgando o volume de açúcar bruto e refinado.

exp conteiner total comparativo

Em 2021, de acordo com a Williams, as duas modalidades de envio somaram 26,83 milhões de toneladas (sendo 24,98 milhões despachados via porão de navio). Por sua vez, os dados governamentais apontam 27,25 milhões de toneladas, sendo 23,99 milhões de toneladas de açúcar refinado e 3,25 milhões do produto bruto.

Assim, a diferença entre as duas entidades é de 427,53 mil toneladas. Considerando desde o início da série histórica, em 2012, a diferença média anual no volume entre as duas entidades é de 265 mil toneladas. Embora 2021 tenha ficado acima deste patamar, o valor mais alto de discrepância foi em 2016, quando a diferença superou 1 milhão de toneladas.

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Lucas Vasconcelos – NovaCana

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