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[Ranking] Copersucar é líder na exportação de açúcar via contêiner em 2018

Participação dos contêineres no total de açúcar exportado pelo país foi de 9,93%; embarques caíram 29,1% em relação a 2017

NovaCana 6 min de leitura

As exportações de açúcar via contêiner representam uma parcela da commodity que é despachada pelo Brasil – em média, pouco mais do que 9%. Dessa forma, apesar de ter suas próprias características, a modalidade também é sensível às flutuações gerais do mercado e foi afetada pela queda registrada nas exportações em 2018.

De janeiro a dezembro, o volume de açúcar exportado via contêiner caiu 29,1% em comparação com 2017. O contraste cresce quando se considera que 2017 foi o ano com maior exportação da série histórica, iniciada em 2012, ao mesmo tempo em que 2018 apresentou o segundo menor volume despachado no período.

No total, foram 2,11 milhões de toneladas embarcadas para 89 países, ante as 2,98 milhões de toneladas vistas em 2017.

Neste contexto, a empresa com a maior exportação anual foi a Copersucar, pelo segundo ano consecutivo. Das 2,11 milhões de toneladas totais, 255,87 mil foram vendidas pela cooperativa. Apesar da manutenção da liderança, seu volume exportado foi 23,89% menor do que em 2017.

Confira, na versão completa:

- Volume anual e mês a mês exportado via contêiner
- Dados e comparativo da exportação de açúcar via contêiner em 2018
- Ranking das 35 principais exportadoras em 2018
- Volume mensal das 10 principais exportadoras
- Principais portos de escoamento e destinos do açúcar em contêineres
- Destinos em relação às cinco principais exportadoras

As exportações de açúcar via contêiner representam uma parcela da commodity que é despachada pelo Brasil – em média, pouco mais do que 9%. Dessa forma, apesar de ter suas próprias características, a modalidade também é sensível às flutuações gerais do mercado e foi afetada pela queda registrada nas exportações em 2018.

De janeiro a dezembro, o volume de açúcar exportado via contêiner caiu 29,1% em comparação com 2017. O contraste cresce quando se considera que 2017 foi o ano com maior exportação da série histórica, iniciada em 2012, ao mesmo tempo em que 2018 apresentou o segundo menor volume despachado no período.

No total, foram 2,11 milhões de toneladas embarcadas para 89 países, ante as 2,98 milhões de toneladas vistas em 2017. Os dados são da agência marítima Williams Brazil.

As maiores exportadoras

Pelo segundo ano consecutivo, a empresa com a maior exportação anual segue sendo a Copersucar. Das 2,11 milhões de toneladas totais, 255,87 mil foram vendidas pela cooperativa. Apesar na manutenção da liderança, seu volume exportado foi 23,89% menor do que em 2017.

A companhia enviou a commodity preponderantemente para Benim: foram 83,06 mil toneladas. O destino foi seguido por Gana, que recebeu 32,27 mil toneladas.

Em segundo lugar está a Usina Santa Fé, do Grupo Itaquerê, que enviou 248,36 mil toneladas para fora do Brasil em 2018, um volume 2,76% maior no comparativo anual. Com isso, a companhia subiu da quarta para a segunda posição. Entre seus principais destinos estão Benim e Angola.

Na sequência, a Usina Bazan exportou 227,02 mil toneladas de açúcar. A empresa retomou fortemente o mercado de exportação via contêiner em 2018, já que não realizou envios em 2017 e despachou volumes abaixo de 12 mil toneladas em 2016 e 2015. Já em 2014, enviou 57,98 mil toneladas.

O quarto lugar ficou com a Usina Bela Vista, que também integra o Grupo Bazan e enviou 225,56 mil toneladas para o exterior – na comparação com as 670 toneladas de 2017, isso representou um salto de 33.565,67%.

Outras empresas que se destacaram pelo crescimento de um ano para o outro foram a Usina Alto Alegre, grupo que possui quatro unidades no Paraná e em São Paulo (405,55%), a Camil (415,87%) e a Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana (+406,03%).

Juntas, as cinco primeiras empresas no ranking exportaram 1,10 milhões de toneladas, uma redução de 12,92% frente às cinco maiores de 2017, com 1,26 milhões de toneladas. Estendendo o comparativo para as 10 maiores empresas dos dois anos, a redução aumenta para 18,79%.

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Na outra ponta, empresas que têm histórico de exportações robustas reduziram consideravelmente os embarques.

A Louis Dreyfus retraiu suas exportações em 75,78% no comparativo entre os dois anos. Em 2018, a empresa buscou fortalecer o negócio de açúcar na África mesmo em tempos de preços baixos.

Além dela, a ED&F Man e a Raízen diminuíram suas exportações via contêiner em 94,54% e 63,81%, respectivamente.

Participação de mercado

Segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) – que utiliza uma metodologia de acompanhamento diferente –, a exportação total de açúcar foi de 21,3 milhões de toneladas, 23,09% a menos que em 2017.

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Com isso, a participação do adoçante conteinerizado no total despachado ficou próxima no comparativo: 9,93% em 2018 e 10,7% em 2017. O resultado, entretanto, contrariou a previsão feita após o resultado do primeiro trimestre do ano. Naquele momento, a expectativa era de que esta parcela aumentaria, pois a participação do mercado de contêineres era de 12,35%.

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Em uma análise mês a mês, agosto teve o maior volume exportado em 2018 – 212,80 mil toneladas de açúcar –, fato que vem ocorrendo nos últimos três anos. Já dezembro foi o mês com menor exportação, 115,93 mil toneladas.

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Portos e destinos

Dos portos de saída, Santos é o principal, embarcando 2 milhões de toneladas de açúcar, ou 94,88% do total exportado via contêiner de 2018. Paranaguá, Salvador e Suape foram rota de escoamento de volumes bem menores, de 83 mil, 12,58 mil e 7,16 mil toneladas, respectivamente.

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Assim como aconteceu em 2017, as nações africanas foram as que mais receberam o açúcar brasileiro: 1,66 milhões, ou 78,60% do total. Inclusive, no ranking de países, os cinco primeiros são africanos: Benim (613,51 mil t), Angola (256,37 mil t), Togo (281,25 mil t), Gâmbia (155,91 mil t) e Gana (145,67 mil t).

A América do Norte foi o segundo continente que mais recebeu o adoçante brasileiro via contêiner, mas em uma quantia muito menor que o continente africano. Neste caso foram 166,85 mil toneladas, com os Estados Unidos sendo destino de 149,94 mil delas.

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Entre 2016 e 2017, o mercado de exportação da commodity via contêineres viveu uma virada em relação aos destinos, que anteriormente eram concentrados na Ásia, que, agora, ocupa a terceira posição entre os continentes. Isso ocorreu devido ao protecionismo adotado em países asiáticos com o objetivo de salvaguardar os produtores de cana e as usinas locais.

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Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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