O rendimento agrícola é, simultaneamente, a grande força e a grande fraqueza do setor sucroenergético. Suscetível ao clima e às pragas, o canavial é a principal fonte de preocupação das usinas, especialmente para aquelas que não possuem condições de investir e precisam aumentar a produtividade para pagar dívidas. Ao mesmo tempo, ele é o maior trunfo das empresas que conseguem trazer renovação, novas variedades e um maquinário moderno para o campo.
Apenas para a renovação do canavial, o BNDES estima que as usinas brasileiras terão gastos de R$ 7.265 por hectare em 2016 – um crescimento de 3,8% em relação aos R$ 7 mil estimados para 2015.
Mas onde estão os canaviais que trazem mais retorno financeiro? O NovaCana fez um levantamento dos canaviais mais valiosos do Brasil em 2015, considerando a área dedicada à cultura e o valor pago pela cana em cada cidade.
O resultado mostra a localização dos canaviais que aliaram bom rendimento no campo com preço elevado de venda da cana-de-açúcar. Os dados apresentam o ranking de 2015 e a evolução do valor recebido por hectare colhido ao longo dos anos, desde 2001, em cada cidade.
O levantamento fornece muitas referências de locais favoráveis para o desenvolvimento da cultura e as variações ao longo dos anos.
Veja mais:
- Ranking dos canaviais mais valiosos por município e por estado
- Evolução do rendimento obtido por hectare plantado de cana-de-açúcar
- Evolução dos custos estimados para a renovação dos canaviais e dos financiamentos aprovados pelo BNDES
O rendimento agrícola é, simultaneamente, a grande força e a grande fraqueza do setor sucroenergético. Suscetível ao clima e às pragas, o canavial é a principal fonte de preocupação das usinas, especialmente para aquelas que não possuem condições de investir e precisam aumentar a produtividade para pagar dívidas. Ao mesmo tempo, ele é o maior trunfo das empresas que conseguem trazer renovação, novas variedades e um maquinário moderno para o campo.
Apenas para a renovação do canavial, o BNDES estima que as usinas brasileiras terão gastos de R$ 7.265 por hectare em 2016 – um crescimento de 3,8% em relação aos R$ 7 mil estimados para 2015.
Onde os investimentos nos canaviais trouxeram mais retorno financeiro? O NovaCana fez um levantamento dos canaviais mais valiosos do Brasil em 2015, considerando a área dedicada à cultura e o valor pago pela cana em cada cidade.
O resultado mostra onde estão os canaviais que aliaram bom rendimento no campo com preço elevado de venda da cana-de-açúcar. Os dados apresentam o ranking de 2015 e a evolução do valor recebido por hectare colhido ao longo dos anos, desde 2001, em cada cidade.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e consideram, como se sabe, toda a cana produzida no Brasil, não apenas aquela utilizada pelas usinas sucroenergéticas. Assim, os dados de moagem e área colhida, no total, são significativamente maiores que os informados pela Unica e pelo MAPA. Da mesma forma, o preço pago, por tonelada de cana, coletado com as prefeituras de cada cidade, inclui a comercialização para qualquer fim. Os valores, portanto, não refletem apenas os canaviais que se relacionam com as usinas. Além disso, o IBGE trabalha com ano civil, não ano safra.
Apesar dessa divergência de metodologia, para o setor sucroenergético, o levantamento fornece muitas referências de locais favoráveis para o desenvolvimento da cultura e as variações ao longo dos anos.
Evolução dos estados
A diferença de valor extraído de cada hectare nos canaviais entre os estados fica clara na evolução histórica. A partir de 2010, as mudanças no setor sucroenergético ampliaram as diferenças entre as unidades da federação com a relação entre oferta e demanda, provocando maiores flutuações nos preços.
Entre 2014 e 2015, por exemplo, todos os estados apresentaram valorização no valor pago por hectare de cana-de-açúcar. O maior destaque foi no Mato Grosso do Sul, com 25% de aumento, indo de R$ 4.131/ha para R$ 5.166/ha. Em 2015, o estado reduziu o ICMS sobre o etanol e ampliou sua produção, ultrapassando o Paraná.

Como já havia se destacado entre os municípios, Goiás também apresenta o maior valor na média nacional, com o pagamento de R$ 5.358/ha em 2015. O valor é consideravelmente superior ao de São Paulo, o estado com a maior produção do país, que rendeu R$ 4.096 por hectare plantado de cana-de-açúcar, ficando na 11ª posição.

O ranking completo de estados e municípios está disponível no NovaCana DATA. A planilha ainda inclui a evolução dos índices e mais de 15 gráficos interativos.
Ranking das cidades
No ranking por município, por exemplo, das 20 primeiras posições, 15 são ocupadas por cidades goianas.
Ainda assim, a primeira posição entre as cidades ficou com Jaíba, em Minas Gerais. Os canaviais locais ocupam uma área de 9,42 mil hectares e conquistaram um rendimento agrícola de 120 t/ha. Com o alto valor pago pela tonelada de cana na região, o município foi o único do país a ultrapassar a margem de R$ 10 mil por hectare, com R$ 11,5 mil.
O índice também evidencia a situação de São Paulo. Em 2015, apenas 30 entre as 100 cidades com os canaviais mais valiosos eram paulistas. Aa primeira aparição do estado surge no quinto lugar com a cidade de Taquarituba, justamente a líder no ranking dos canaviais mais produtivos do país.

Como o IBGE considera todos os canaviais do país – e não apenas os dedicados ao setor sucroenergético – o levantamento estreitou os dados para apenas municípios com produção superior a 300 mil hectares. A relação completa, com todos os municípios canavieiros do país, sem o estreitamento, está disponível no NovaCana DATA.
Renata Bossle – NovaCana