Poucas empresas atraem tanta atenção no mercado sucroenergético quanto a Raízen. Os planos da empresa tendem a ser observados com bastante atenção por sinalizarem a visão estratégica do maior grupo do setor sobre o desenvolvimento do mercado
Poucas empresas atraem tanta atenção no mercado sucroenergético quanto a Raízen. Os planos da empresa tendem a ser observados com bastante atenção por sinalizarem a visão estratégica do maior grupo do setor sobre o desenvolvimento do mercado.
Atualmente a empresa possui quatro grandes investimentos sendo executados que possuem como objetivo claro uma presença ainda maior no mercado de etanol para os próximos anos.
De acordo com o planejamento da empresa, destes quatro projetos eleitos como mais importantes para serem realizados no exercício em curso (safra 2015/16), dois se referem a expansão industrial de duas unidades.
A seguir os detalhes da capacidade a ser ampliada para moagem, produção de etanol, açúcar e bioeletricidade em cada uma das unidades, além da área plantada que deve atender à expansão industrial.
Veja também os outros dois investimentos prioritários da empresa para esta safra.
Poucas empresas atraem tanta atenção no mercado sucroenergético quanto a Raízen. Os planos da empresa tendem a ser observados com bastante atenção por sinalizarem a visão estratégica do maior grupo do setor sobre o desenvolvimento do mercado.
Atualmente a empresa possui quatro grandes investimentos sendo executados que possuem como objetivo claro uma presença ainda maior no mercado de etanol para os próximos anos.
De acordo com o planejamento da empresa, destes quatro projetos eleitos como mais importantes, dois se referem a expansão industrial de duas unidades.
A Raízen está concluindo a expansão industrial nas usinas Caarapó (Mato Grosso do Sul) e Paraguaçu (São Paulo), situadas em municípios de mesmo nome.
Os projetos começaram há mais de dois anos e agora se aproximam da fase de maturação. No plano de negócios da companhia, as duas ampliações são listadas entre os principais projetos a serem realizados no exercício em curso (safra 2015/16).
Além dos investimentos em expansão, outros dois empreendimentos compõe os principais projetos: a unidade de etanol de segunda geração, na usina Costa Pinto e o Sistema Logístico de Etanol – dutos, hidrovias, rodovias e cabotagem – que está sendo construído pelo Lógum, empresa a que a Raízen é associada.
Caarapó: sete vezes mais etanol
Para a unidade industrial sul-mato-grossense, o projeto prevê a ampliação da capacidade de moagem nominal, das atuais 2,3 milhões de toneladas, para 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O custo da obra está orçado em R$ 388 milhões.
Com a duplicação da capacidade de moagem (considerando safra com 225 dias), o resto da indústria também será ampliada. O destaque fica com o etanol, que deve ter incremento produtivo superior a sete vezes, de 57,2 para 416,2 milhões de litros.

Conforme informações da Raízen fornecida no relatório para licenciamento ambiental, serão instaladas mais dornas de fermentação, totalizando nove unidades, e também mais dois aparelhos de destilação.
A área de estocagem foi igualmente contemplada na expansão, com cinco tanques novos de etanol, além dos dois existentes.
A produção de açúcar crescerá cerca de 900 mil sacas/safra.
A demanda de matéria-prima será suprida por 68,3 mil hectares de canaviais, área que será atingida gradualmente até a safra 2018/19, quando a unidade terá condições de aproveitar integralmente a nova capacidade.
Com uma ampliação de potência de 46%, a cogeração passa para 114 MW, dos quais 76 MW serão voltados à exportação. O investimento inclui a aquisição de uma caldeira de 320 toneladas de vapor por hora (ton/hora), adicional a existente que possui capacidade de 275 ton/hora, e um novo turbo gerador.
Em março deste ano, para receber a certificação do selo energia Verde, a unidade já comprovou a produção de bioenergia de cana-de-açúcar com eficiência de ao menos 42 kWh por tonelada de cana.
A empresa não comentou o andamento das obras, mas de acordo com relatório de expansão da oferta de energia elétrica da Aneel, a nova cogeração está bastante adiantada.
O início das obras civis das estruturas estava previsto para janeiro deste ano e foi realizado em outubro de 2013; o início da montagem eletromecânica previsto para maio de 2015, foi iniciado em março de 2014. Se mantiver o ritmo, o início da operação comercial da capacidade nova de cogeração, programada para abril de abril de 2017, pode ser adiantada em mais de um ano.
Paraguaçu duplicada
O projeto de expansão em Paraguaçu Paulista foi iniciado em 2013, com expectativa de triplicar o volume de moagem instalado, mas as últimas informações sobre o empreendimento indicam um crescimento menor.
Em seu relatório de resultados, disponibilizado aos investidores em setembro, a Raízen informa que as obras em Paraguaçu Paulista têm como objetivo aumentar a capacidade de moagem de 1,1 milhão de toneladas para 2,6 milhões toneladas por safra. O investimento é estimado em R$ 287 milhões, cerca de 80% para a área industrial e 20% para expansão agrícola.
Dados da companhia dão conta de que as instalações para produção de açúcar subirão de 12 para 25 mil sacos por dia; e a produção de etanol aumentará de 380 para 450 mil litros por dia.
A capacidade de energia elétrica instalada deve dobrar, para 11,2 MW mas continuará servindo apenas para autoprodução, sem exportação de energia.

Caso queira retomar o plano inicial de expansão, o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), autoriza a Raízen a ampliar a capacidade de moagem para 3,5 milhões toneladas, a produção de açúcar de 76 mil para 234 mil toneladas por safra; de etanol de 48,2 para 145 milhões de litros.
As áreas plantadas com cana-de-açúcar – próprias, arrendadas e de fornecedores – são estimadas em 62,7 mil hectares após a expansão finalizada.
A Raízen foi contatada para comentar os investimentos, mas, até a publicação, nenhum porta-voz da companhia estava disponível.
Atualização 02/10/15, às 11h53 - A resposta da Raízen em relação ao contato feito pelo portal NovaCana foi alterado. Inicialmente o texto informava que a companhia preferiu não comentar, quando na realidade, até o momento, nenhum porta-voz estava disponível.
Jorge Mariano – NovaCana
