Perda reflete uma maior variação cambial
Com 24 usinas e moagem instalada de 66,8 milhões de toneladas, a Raízen Energia, a maior processadora de cana-de-açúcar do país, registrou um prejuízo líquido de R$ 87,5 milhões no terceiro trimestre da safra 2014/15, encerrada em 31 de dezembro de 2014. Reflexo de uma maior variação cambial, o resultado é 24,2% menor que o prejuízo de R$ 115,4 milhões reportado no ciclo anterior.
A seguir:
- a receita por produto e o valor das vendas no mercado interno e externo
- os volume de etanol, açúcar e energia produzidos
- o custo de produção da Raízen
Com 24 usinas e moagem instalada de 66,8 milhões de toneladas, a Raízen Energia, a maior processadora de cana-de-açúcar do país, registrou um prejuízo líquido de R$ 87,5 milhões no terceiro trimestre da safra 2014/15, encerrada em 31 de dezembro de 2014. Reflexo de uma maior variação cambial, o resultado é 24,2% menor que o prejuízo de R$ 115,4 milhões reportado no ciclo anterior.
A Raízen concentrou um maior volume de vendas no período, o que elevou a receita operacional líquida da sucroalcooleira para R$ 16,9 bilhões, valor 14% superior aos R$ 14,8 bilhões obtidos no mesmo período do ciclo 2013/14.
As receitas líquidas com a venda de etanol e açúcar totalizaram R$ 1,2 e R$1,1 bilhão, alta de 17,4 e 34,2%, respectivamente, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O preço médio obtido com a venda do adoçante no período caiu 3,6%, de R$ 934,9/ton para R$ 901,6/ton, impactado pelos preços do mercado externo, que apresentaram queda de 5,5% na comparação entre os dois períodos.

Já as vendas de etanol, de R$ 1,2 bilhão, aumentaram 17,4%, enquanto que o preço médio praticado no período avançou 2,8%, chegando a R$ 1478,3/m3. Do total de etanol vendido, 65,7% abasteceu o mercado doméstico.
A cogeração de energia foi a que apresentou a maior variação no trimestre, com receitas de R$ 185,7 milhões. O preço médio obtido com a venda de energia subiu 59,7%, saindo de R$ 196,2/MWh em 2013/14 para R$ 313,3/MWh em 2014/15. O maior preço obtido no mercado spot explica o incremento de 47,3% na receita líquida da empresa com a venda do produto, que totalizou 593 mil MWh no período, mesmo sendo 7,7% menor na comparação com o volume reportado no mesmo intervalo do ano passado.
Com exceção do excedente de energia exportado à rede e da comercialização de outros produtos e serviços, os custos com a venda de etanol subiram 24%. Percentual ainda maior, 52%, foi registrado nas despesas com a venda de açúcar.
O lucro bruto da Raízen no período registrou um incremento de 12,3%, chegando a R$ 387,5 milhões. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) aumentou 49% para R$ 607 milhões.
As despesas financeiras líquidas da empresa somaram R$ 300 milhões negativos no trimestre, reflexo de uma elevada variação cambial, de R$ 221,1 milhões, e de encargos da dívida bruta, de R$ 135,5 milhões. No acumulado do ano, as despesas financeiras líquidas da empresa chegaram a R$ 476,1 milhões negativos.
Produtividade e moagem reduzidas
O clima seco impactou negativamente a moagem de cana da Raízen, que despencou 27,5% no trimestre para 11,7 milhões de toneladas. Deste total, 51% foi oriunda de cana própria e 49% de cana de terceiros.
A produtividade agrícola, medida pela tonelada de cana por hectare (TCH), também foi menor no período. Impactado pelo déficit hídrico que atingiu o Centro-Sul, o indicador caiu 12,7%, de 77,2 para 67,4 TCH.
Já a idade média dos canaviais foi de 3 anos, resultado inferior aos 3,1 anos registrados no terceiro trimestre de 2013/14, enquanto que o nível de mecanização subiu 2,3% para 97,8%.
Investimentos
O Capex da Raízen Energia no período totalizou R$ 527,1 milhões, percentual 12,7% menor que o registrado um ano antes. Boa parte dos investimentos foi destinada a ativos biológicos e manutenções de entressafra.
No acumulado do ano, o Capex total foi 2,1% inferior aos R$ 1,5 bilhão aportados em 2013/14.
Leonardo Siqueira – NovaCana




