Os preços elevados da energia elétrica e o aumento no uso de bagaço fizeram a receita da empresa com a cogeração dispararA estiagem prolongada durante a entressafra, que levou o nível de reservatórios de hidrelétricas aos menores níveis da história e também impactou a produtividade de canaviais para a nova safra, trouxe efeitos positivos, pelo menos para as usinas que dispunham de biomassa disponível no período em que os preços spot do megawatt/hora (MWh) alcançaram níveis superiores a R$ 800. A Raízen foi uma delas.
A seguir:
- O preço médio obtido pela empresa (R$/megawatt/hora)
- Total de energia vendida pela Raízen na entressafra e no total da safra 2013/14
- Das 24 usinas da Raízen, a receita gerada pelas 13 unidades que exportam energia
A estiagem prolongada durante a entressafra, que levou o nível de reservatórios de hidrelétricas aos menores níveis da história e também impactou a produtividade de canaviais para a nova safra, trouxe efeitos positivos, pelo menos para as usinas que dispunham de biomassa disponível no período em que os preços spot do megawatt/hora (MWh) alcançaram níveis superiores a R$ 800. A Raízen foi uma delas.
No primeiro trimestre de 2014 a alta mais expressiva na receita com a venda de produtos do portfólio da Raízen Energia foi a de cogeração. De janeiro a março a receita líquida com a venda de energia alcançou R$ 27,3 milhões, um aumento de 107,5% comparado ao primeiro trimestre de 2013, quando o valor reportado foi de R$ 13,1 milhões.
Durante o trimestre, o volume total de energia vendida teve incremento de 32,4%, atingindo 71,1 mil MWh, conforme a companhia, isso foi reflexo das iniciativas de cogeração prolongada no período de entressafra. O preço médio de R$ 384 MWh foi 56,8% superior ao preço médio praticado no mesmo período do ano passado. As informações constam no relatório trimestral de resultados da Cosan, apresentado na manhã de hoje (14) a investidores.
Com 24 usinas, todas autossuficientes em energia, 13 vendem o excedente do processo de cogeração. Estas unidades conseguiram aproveitar os preços mais altos no mercado livre, impulsionados pelo maior volume de operações spot ocorridas no primeiro trimestre do ano.
Para a safra iniciada em abril, a expectativa da Raízen é vender 20% do excedente de energia no mercado spot.
Em fevereiro deste ano o presidente da Cosan chegou a enviar um email para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tomalsquim perguntando: "Você não está com saudades da energia de cana a R$ 180?". A mensagem foi uma crítica a falta de incentivos para a cogeração das usinas. "Ele não quis investir na cogeração de energia elétrica por meio do bagaço de cana e agora tem que comprar a R$ 850", criticou o empresário.
Conforme a companhia, a redução da receita líquida se deve principalmente à queda de 28,1% no volume vendido. Com a redução do preço médio que saiu de R$ 188/MWh na safra 2012/13 para R$ 185/MWh na safra 2013/14 houve um desestímulo ao volume exportado.
Amanda SchArr – NovaCana
A seguir:
- O preço médio obtido pela empresa (R$/megawatt/hora)
- Total de energia vendida pela Raízen na entressafra e no total da safra 2013/14
- Das 24 usinas da Raízen, a receita gerada pelas 13 unidades que exportam energia
A estiagem prolongada durante a entressafra, que levou o nível de reservatórios de hidrelétricas aos menores níveis da história e também impactou a produtividade de canaviais para a nova safra, trouxe efeitos positivos, pelo menos para as usinas que dispunham de biomassa disponível no período em que os preços spot do megawatt/hora (MWh) alcançaram níveis superiores a R$ 800. A Raízen foi uma delas.
No primeiro trimestre de 2014 a alta mais expressiva na receita com a venda de produtos do portfólio da Raízen Energia foi a de cogeração. De janeiro a março a receita líquida com a venda de energia alcançou R$ 27,3 milhões, um aumento de 107,5% comparado ao primeiro trimestre de 2013, quando o valor reportado foi de R$ 13,1 milhões.
Durante o trimestre, o volume total de energia vendida teve incremento de 32,4%, atingindo 71,1 mil MWh, conforme a companhia, isso foi reflexo das iniciativas de cogeração prolongada no período de entressafra. O preço médio de R$ 384 MWh foi 56,8% superior ao preço médio praticado no mesmo período do ano passado. As informações constam no relatório trimestral de resultados da Cosan, apresentado na manhã de hoje (14) a investidores.
Com 24 usinas, todas autossuficientes em energia, 13 vendem o excedente do processo de cogeração. Estas unidades conseguiram aproveitar os preços mais altos no mercado livre, impulsionados pelo maior volume de operações spot ocorridas no primeiro trimestre do ano.
Para a safra iniciada em abril, a expectativa da Raízen é vender 20% do excedente de energia no mercado spot.
Em fevereiro deste ano o presidente da Cosan chegou a enviar um email para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tomalsquim perguntando: "Você não está com saudades da energia de cana a R$ 180?". A mensagem foi uma crítica a falta de incentivos para a cogeração das usinas. "Ele não quis investir na cogeração de energia elétrica por meio do bagaço de cana e agora tem que comprar a R$ 850", criticou o empresário.
Queda na receita anual com cogeração
Apesar do salto na receita com cogeração no primeiro trimestre deste ano, encerrando a safra 2013/14, no acumulado da safra o resultado líquido pela venda de energia encolheu 29,1%, passando de R$ 569,7 milhões para R$ 403,8 milhões.Conforme a companhia, a redução da receita líquida se deve principalmente à queda de 28,1% no volume vendido. Com a redução do preço médio que saiu de R$ 188/MWh na safra 2012/13 para R$ 185/MWh na safra 2013/14 houve um desestímulo ao volume exportado.
Amanda SchArr – NovaCana