Em 2016, um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), estimava que a produção de etanol de segunda geração (E2G) seria rentável para as usinas a partir de 2023. Na ocasião, a entidade visualizava um futuro em que o biocombustível feito a partir do bagaço e da palha de cana-de-açúcar iria avançar sobre uma parcela do mercado do etanol de primeira geração.
“As unidades existentes somente atingirão a plena capacidade (245 milhões de litros) e custos competitivos para produção comercial a partir de 2023”, apostava a EPE. Para os anos seguintes, a perspectiva era de ampliação, alcançando a fabricação de 2,5 bilhões de litros em 2030.
A produção de E2G no ano passado, entretanto, somou 32,28 milhões de litros, ficando 86,8% abaixo da projeção governamental. O valor foi informado pela Raízen, única companhia com uma planta de E2G ativa durante 2023.
Atualmente, a gigante sucroenergética tem apenas uma unidade de etanol de segunda geração autorizada a operar pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): a usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP).
Em outubro de 2023, a empresa anunciou a conclusão das obras na unidade Bonfim, em Guariba (SP). Em dezembro, no entanto, a sucroenergética esclareceu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a planta ainda aguarda o aval da ANP para começar a produzir E2G.
Segundo a mais recente divulgação de resultados da Raízen, apresentada em 8 de fevereiro, a usina está em fase final de obtenção das licenças para iniciar a produção, já tendo encerrado o período de comissionamento. Ainda conforme a empresa, a estimativa é atingir 60% da capacidade no primeiro ano de produção.
“Nosso programa de E2G segue acelerado, operando no topo da nossa capacidade operacional, entregando a planta Bonfim e evoluindo na construção das demais, sem intercorrências”, Ricardo Mussa (Raízen)
Além da planta da Raízen, apenas a usina Bioflex, da GranBio, está liberada pela agência para fabricar E2G. A unidade de São Miguel dos Campos (AL), entretanto, não faz o processamento da palha de cana-de-açúcar desde fevereiro de 2021.
Leia mais no texto completo (exclusivo para assinantes):
- Detalhamento da produção de E2G da Raízen
- Quantidade de matéria-prima processada pelas usinas
- Rendimento industrial
- Histórico da produção nacional de E2G
- Investimentos em andamento
- Rentabilidade do E2G
- Volumes vendidos e preço médio
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