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Rabobank prevê déficit de açúcar em 4,8 mi/ton, com recuperação “lenta e gradual” dos preços

rabobank 2 consumPara esta safra o banco espera um declínio na produção global, em grande parte resultado de redução na área cultivada na Europa e na China

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O banco holandês Rabobank acredita que o declínio da produção mundial de açúcar na safra internacional 2015/16 (outubro a setembro) pode trazer o primeiro déficit após cinco anos consecutivos de excedente, mas, mesmo assim, a resposta dos preços será "lenta e gradual". A seguir os argumentos do banco para a previsão e os principais pontos de atenção para o mercado de açúcar na temporada.


O banco holandês Rabobank acredita que o declínio da produção mundial de açúcar na safra internacional 2015/16 (outubro a setembro) pode trazer o primeiro déficit após cinco anos consecutivos de excedente.

“Este declínio na produção, juntamente com o consumo global de estável, leva-nos a um défice previsto de 4,8 milhões de toneladas para 2015/16”, afirma o banco em relatório divulgado ontem (06). A análise pontua que o défice pode ser revisto para cima, dependendo da gravidade do El Niño no nos próximos meses.

Para esta safra o banco espera um declínio na produção global, em grande parte resultado de redução na área cultivada na Europa e na China. A previsão também é suscetível a possíveis efeitos climáticos que estão afetando os canaviais do Brasil com umidade atípica, enquanto Índia e Tailândia sofrem com a seca.

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Em contrapartida, existem 22 milhões de toneladas de açúcar estocados globalmente nos últimos cinco anos. Apesar do déficit previsto ser modesto frente ao volume armazenado, o Rabobank acredita que será o suficiente para pôr fim a constante queda nos preços da commodity, que se estende desde 2011.

Mas a recuperação dos preços deve ser um “processo lento e gradual” ao longo da temporada. O banco destaca que tanto a Índia como a Tailândia têm volumes significativos de estoque exportável, que poderia “limitar quaisquer aumentos de preços acentuados”.

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Um aspecto com possível influência negativa sobre os preços é a política do governo indiano que quer obrigar a exportação de 4 milhões de toneladas. No entanto, sem subsídios à exportação ou penalidade para quem deixar de fazê-lo, há dúvidas sobre a viabilidade de execução da proposta.

Conforme estimativa do banco, a safra 2014/15 foi encerrada com um excedente de 3,7 milhões de toneladas.

Brasil

No Brasil, a análise pondera, “a não ser que os próximos seis meses tragam um aumento substancial dos preços do açúcar, grande parte da indústria de cana do centro-sul vai permanecer sob pressão financeira”.
A alta do dólar que traria mais rentabilidade na venda de açúcar para os produtores brasileiros serviu mais para neutralizar o endividamento em dólar. “Até agora houve pouco ganho para compensar o aumento da dívida”, considera o banco.

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Apesar do enorme aumento nas vendas de etanol este ano, o Rabobank também pondera que o biocombustível tem contribuído pouco para melhorar a rentabilidade do setor. Uma perspectiva mais otimista recai sobre o período janeiro a março, quando a alta sazonal dos preços, se acontecer, “dará um impulso bem-vindo para as receitas daqueles players suficientemente bem capitalizado para segurar etanol estocado fora do mercado durante a colheita e vende-lo durante a entressafra”.

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