Os produtores brasileiros de açúcar e etanol, empolgados com os bons preços internacionais registrados ao fim do ano passado, podem ter se assustado com as quedas dos últimos dias, quando a commodity chegou a ser negociada por 13 centavos/libra-peso em Nova York.
O banco holandês Rabobank observa que foi gerado um “clima global de incerteza”, alimentado pela queda do preço de petróleo e pelas dúvidas a respeito do crescimento econômico chinês, o que teria gerado uma onda de vendas e pressionado as cotações para baixo.
Os produtores brasileiros de açúcar e etanol, empolgados com os bons preços internacionais registrados ao fim do ano passado, podem ter se assustado com as quedas dos últimos dias, quando a commodity chegou a ser negociada por 13 centavos/libra-peso em Nova York.
Em seu boletim trimestral, no entanto, o banco holandês Rabobank acredita que não há motivo para alarme. Segundo o documento, foi gerado um “clima global de incerteza”, alimentado pela queda do preço de petróleo e pelas dúvidas a respeito do crescimento econômico chinês, o que teria gerado uma onda de vendas e pressionado as cotações para baixo.
“Contudo, no quadro de oferta e demanda, pouca coisa mudou, consolidando-se o consenso da expectativa de um déficit ao redor de cinco milhões de toneladas no balanço global de açúcar para o ano-safra internacional 2015/16 (out-set)”, observa.

Ainda de acordo com o banco, apesar da recente queda nas cotações internacionais de açúcar, muitas empresas aproveitaram as oportunidades dos últimos seis meses para travar preços satisfatórios para 2016/17.
“Do ponto de vista do fornecedor de cana, ainda que o preço internacional de açúcar fique mais perto de 13 cents/lb e não retorne aos 15 cents/lb durante 2016/17, o real muito mais fraco frente ao dólar deve sustentar o preço por quilograma de ATR”, complementa.

Etanol
O banco ainda aponta que, em plena entressafra na região Centro Sul, o preço do etanol hidratado chegou a ser negociado por R$1,90/litro (base ESALQ, livre de impostos), um valor quase 60% acima do preço médio durante o auge da safra nos meses de junho, julho e agosto 2015.

Além disso, com a queda brutal dos preços internacionais de petróleo e da gasolina, a margem na importação do combustível passou a ser positiva. Mesmo assim, “a chance de que essa queda seja refletida no preço interno da gasolina parece pequena”, analisa e completa: “Isso iria no sentido oposto de todas as iniciativas atuais que visam melhorar a situação financeira da Petrobras”.
Perspectivas
Para a próxima safra do Centro Sul, o Rabobank ainda aponta que a chuva, que atrapalhou a temporada 2015/16, deixou muita cana bisada e criou condições para produtividades elevadas. “A expectativa preliminar geral é que a moagem em 2016/17 fique entre 610 e 620 milhões de toneladas”, prevê.
NovaCana