Colheita está sendo atrapalhada por uma temporada chuvosa e perspectiva é que um grande volume da matéria-prima só possa ser retirado em 2027/28
Entre 1º de abril e 15 de setembro deste ano, de acordo com o Ministério da Agricultura (Mapa), a moagem acumulada de cana-de-açúcar na região Centro-Sul somou 443,71 milhões de toneladas, 27,2% abaixo das 608,19 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo recorte de 2025/26. O problema, entretanto, não está na oferta de matéria-prima – pelo contrário, a expectativa é que haja crescimento –, mas na dificuldade em realizar a colheita por conta do clima.
Na visão do Pecege Consultoria e Projetos, devido ao nível de chuvas “atípico”, o Centro-Sul deve ter 14 milhões de toneladas de cana bisada em 2026/27, um volume que pode aumentar a depender das precipitações. Já a Datagro, projeta uma quantidade ainda maior, de cerca de 35 milhões de toneladas.
Este cenário gera preocupação entre os especialistas em patologias nas plantas. Tradicionalmente, os canaviais colhidos entre o meio e o final da temporada já são os mais suscetíveis a doenças como a murcha por colletotrichum. Contaminados desde o verão anterior, eles podem ser ainda mais prejudicados em uma temporada como a atual, caracterizada pelo excesso de chuvas e pela demora em retirar a cana-de-açúcar do campo.
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