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Grupo americano planeja usina de etanol no MS exclusivamente com milho

milho 040914A motivação para construir a unidade nos moldes americanos está no excedente de produção do milho, que saltou de 42,5 para 81,5 milhões de toneladas nos últimos dez anos

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Chapadão do Sul (MS) se prepara para receber uma usina de etanol de milho. O projeto de uma trading dos EUA teve início com participação da também americana Poet e tem uma capacidade planejada de produção de até 150 milhões de litros de etanol.

Mesmo com o estudo organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sinalizando como mais vantajoso a construção de usinas flex, integrando milho e cana-de-açúcar no Centro-Oeste, a empresa reafirma a viabilidade da escolha de apenas uma matéria-prima.

A motivação para construir a unidade nos moldes americanos está no excedente de produção do milho, que saltou de 42,5 para 81,5 milhões de toneladas nos últimos dez anos.

Mesmo com o estudo organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sinalizando como positiva a construção de usinas flex, integrando milho e cana-de-açúcar no Centro-Oeste, o grupo americano Biourja resolveu apostar em uma usina apenas com o milho como matéria-prima.

A usina está prevista para ser construída em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul. A motivação para construir a unidade nos moldes americanos está no excedente de produção do milho, que saltou de 42,5 para 81,5 milhões de toneladas nos últimos dez anos.

Boa parte deste crescimento se deu em função da segunda safra do grão, também conhecida como “milho safrinha”.

Marcos Machado representante da Biourja no Brasil preferiu não dar detalhes sobre o porquê de o grupo ter apostado exclusivamente no milho, deixando de lado a cana-de-açúcar numa usina flex. “Este é o projeto. Não temos nenhuma visão ou intenção de utilizar outra matéria-prima.”

Questionado sobre o custo de produção do etanol a partir do milho, Machado limitou-se a dizer que “os custos são parecidos com os de uma usina de etanol de cana”.

No projeto a usina terá capacidade para produzir até 150 milhões de litros de etanol e processar 350 mil toneladas de milho por ano.

Também está previsto a construção de uma unidade de cogeração de 8 megawatts (MW) de energia para o abastecimento da planta. Contudo, ainda não há uma definição quanto a matéria-prima a ser utilizada no processo de cogeração. “Estamos analisando vários tipos de biomassa”, admitiu Machado.

Apesar da crise que afeta o setor, a Biourja acredita numa recuperação do mercado brasileiro de etanol no médio prazo. “O mercado brasileiro de etanol deve melhorar. Estes U$1,3 bilhão que a Petrobras perde com subsídios deverá diminuir no médio prazo”, projeta.

A filial da empresa no Brasil está apostando no projeto, mas ainda não convenceu a matriz nos EUA. “A usina será o primeiro ‘teste’ do grupo. Estamos esperando o feedback de todas as informações para que eles [os americanos] se sintam seguros”, sinalizou Machado.

Poet, parceria não definida

De acordo com o executivo, o projeto deverá ter um parceiro tecnológico.
Segundo informações da prefeitura de Chapadão do Sul, a americana POET – uma das maiores produtoras de etanol do mundo – estaria envolvida no projeto. “Biourja e POET vieram à Chapadão juntas. Tanto que, tudo o que é negociado é feito em conjunto com as duas empresas”, disse a assessoria de imprensa da cidade.

Machado desmentiu a informação, dizendo que o projeto “é 100% da Biourja”. “A POET, lá atrás, esteve conosco [em Chapadão do Sul] por ocasião de uma viagem, mas não há nada com ela. Nem sabemos se vamos ter um acordo”, revelou. Procurada, a POET não se manifestou.

Mais informações sobre a BioUrja.

Leonardo Siqueira - NovaCana

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