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Prêmio do açúcar branco no mercado à vista alcança o valor mais alto em oito anos

Em meio a um fluxo de comércio global equilibrado, preocupações com a oferta do produto sustentam preços

NovaCana 4 min de leitura

Por Nicolle Monteiro de Castro*

Na última quarta-feira, 16, o prêmio para aquisição à vista do açúcar cristal branco transportado por contêineres manteve sua alta de oito anos, com a tonelada do produto sendo negociada por US$ 99 a mais ante os futuros de açúcar comercializados em Nova York. Isso acontece apenas algumas semanas antes do início oficial da safra 2022/23 no Centro-Sul brasileiro, em 1º de abril.

De acordo com a avaliação da S&P Global Platts, o prêmio de US$ 99 por tonelada é o mais alto desde 23 de setembro de 2014. Em 15 de março, o valor permanecia inalterado e um vendedor já estimava alta para US$ 100/t no dia seguinte.

Participantes do mercado consultados pela Platts informaram que, apesar da elevada oferta disponível no mercado de internacional, havia apenas dois vendedores – e eles não estavam abertos a reduzir seus preços para encontrar compradores.

Embora o prêmio no mercado à vista tenha se estabilizado no maior valor de oito anos por dois dias consecutivos, o preço fixo – ou seja, a combinação do contrato futuro para maio e a avaliação da Platts – foi de US$ 507,74/t em 16 de março, abaixo da alta mais recente, de US$ 517,24/t, registrada em 7 de março.

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Por Nicolle Monteiro de Castro*

Na última quarta-feira, 16, o prêmio para aquisição à vista do açúcar cristal branco transportado por contêineres manteve sua alta de oito anos, com a tonelada do produto sendo negociada por US$ 99 a mais ante os futuros de açúcar comercializados em Nova York. Isso acontece apenas algumas semanas antes do início oficial da safra 2022/23 no Centro-Sul brasileiro, em 1º de abril.

De acordo com a avaliação da S&P Global Platts, o prêmio de US$ 99 por tonelada é o mais alto desde 23 de setembro de 2014. Em 15 de março, o valor permanecia inalterado e um vendedor já estimava alta para US$ 100/t no dia seguinte.

Participantes do mercado consultados pela Platts informaram que, apesar da elevada oferta disponível no mercado de internacional, havia apenas dois vendedores – e eles não estavam abertos a reduzir seus preços para encontrar compradores.

Embora o prêmio no mercado à vista tenha se estabilizado no maior valor de oito anos por dois dias consecutivos, o preço fixo – ou seja, a combinação do contrato futuro para maio e a avaliação da Platts – foi de US$ 507,74/t em 16 de março, abaixo da alta mais recente, de US$ 517,24/t, registrada em 7 de março.

Fundamentos

Devido à sazonalidade da safra no Centro-Sul do Brasil, é considerado normal ocorrer um movimento de alta nos prêmios para o embarque de açúcar cristal branco entre março e abril. No entanto, como os estoques estavam baixos e apenas alguns produtores conseguiram garantir a cor padrão de 150 icumsa, um novo elemento altista foi adicionado à entressafra.

Os participantes do mercado atribuíram o atual patamar do prêmio a uma combinação de oferta global reduzida e alto frete de contêineres de origem asiática, que tem sido a principal origem de açúcar branco. Além disso, também é estimado um possível atraso de 15 a 20 dias para o reinício da moagem no Centro-Sul do Brasil.

“O fluxo de comércio de açúcar branco está bem equilibrado em todo o ano-safra global de 2021/22 (outubro a setembro), portanto, qualquer risco de safra ou problema logístico será potencialmente traduzido em uma oferta apertada”, disse a chefe de análise de açúcar da S&P Global Commodity Insights, Luciana Torrezan.

Outro aspecto relevante é a baixa disponibilidade no mercado doméstico brasileiro. Segundo fontes consultadas, haverá pequenos volumes disponíveis no mercado à vista.

“Dois grandes produtores brasileiros costumam ofertar contratos de açúcar branco para entrega no final de abril ou no início de maio; mas, neste ano, eles aceitaram começar a apenas a partir de junho” disse um trader de açúcar.

Na Europa, a alta dos preços do trigo e do petróleo encorajou os produtores de beterraba a mudar o uso da terra para diferentes culturas, que pagam melhor em comparação com o açúcar. A S&P Global espera que a área total de beterraba da UE e do Reino Unido caia 0,7% em relação ao ano anterior, para 1,58 milhão de hectares. Além disso, novas reduções são esperadas para 2023/24.

* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts

Com tradução e adaptação NovaCana

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