Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 31 de agosto a 6 de setembro:

Os valores do etanol caíram em nove estados, já os da gasolina reduziram em 11 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 264 cidades brasileiras, mesma quantidade do período anterior
Entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro, os preços do etanol subiram e os da gasolina ficaram estáveis na média nacional. O biocombustível foi negociado por R$ 4,19/L, alta de 1% frente os R$ 4,15/L da semana anterior. Já o seu concorrente fóssil foi vendido a R$ 6,17/L, com manutenção do valor no mesmo comparativo.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Ainda assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 67,9% na média nacional, superior aos 67,3% do período anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em seis estados.

De 1º a 5 de setembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,7413/L, elevação de 1,5% ante os R$ 2,7831/L da semana anterior. Já as usinas goianas passaram por uma alta de 0,8%, enquanto as mato-grossenses subiram 1,6%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 264 cidades brasileiras, mesma quantidade da semana anterior – mas não necessariamente com os mesmos municípios.
De acordo com a ANP, de 31 de agosto a 6 de setembro, os preços médios do etanol caíram em nove estados, aumentaram em 12 e no Distrito federal e ficaram estáveis em cinco. Já os da gasolina tiveram queda em 11 unidades da federação, subiram em oito e se mantiveram em oito.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 1% para R$ 4,02/L, enquanto o da gasolina aumentou 0,3%, para R$ 6,06/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 66,3%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,05/L, alta de 2,8%. Já a gasolina subiu 0,8%, para R$ 6,03/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 67,2%, com vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol ampliaram em 0,7%, para R$ 4,20/L, e os da gasolina caíram 0,3%, para R$ 6,07/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 69,2% do preço do combustível fóssil, com o biocombustível sendo considerado competitivo.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol aumentou 2,2%, para R$ 4,24/L, e o da gasolina subiram 0,2%, para R$ 6,30/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 67,3%.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,3%, para R$ 3,85/L, o menor valor dentre todos os estados. A gasolina reduziu 0,2%, para R$ 5,92/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável e o mais competitivo do país.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,5%, para R$ 4,41/L, e o da gasolina ficou estável em R$ 6,49/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana