Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 3 a 9 de março:

Os valores do etanol subiram em 14 estados e os da gasolina aumentaram em nove unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em 13 estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve baixa nas usinas goianas e paulistas e estabilidade nas mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 451 cidades brasileiras
Os preços médios do etanol e da gasolina seguem estáveis na média nacional. Entre 3 e 9 de março, o biocombustível permaneceu em R$ 3,58 por litro e o seu concorrente fóssil em R$ 5,74/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o renovável manteve a vantagem comercial, seguindo dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 62,4% na média nacional, o mesmo índice de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é competitivo em 13 estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,1222/L para R$ 2,0706/L, queda de 2,4%. Além disso, houve baixa de 0,5% nas produtoras goianas e estabilidade nas mato-grossenses. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 451 cidades, cinco e mais do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 3 a 9 de março, os preços do etanol caíram em oito estados e no Distrito Federal, subiram 14 e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina aumentaram em nove unidades da federação, caíram em 13 e ficaram estáveis em cinco.

Em São Paulo, o biocombustível ficou estável em R$ 3,42/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,61/L, também estável. Com isso, a relação entre os preços foi de 61%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,82/L, alta de 0,5% na semana. Enquanto isso, a gasolina subiu 0,2%, indo a R$ 5,85/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,3%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável, mas a maior relação entre os seis estados que mais produzem o biocombustível.
Por sua vez, Minas Gerais registrou aumento de 1,4% no preço médio do etanol, para R$ 3,57/L; já a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,59/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,9% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 1,9%, para R$ 3,18/L, no menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina baixou 0,7%, para R$ 5,94/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 53,5%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve um incremento de 0,9%, indo a R$ 3,46/L, enquanto a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,62/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 61,6% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 64,2% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ficou estável em R$ 3,86/L, e o da gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,01/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 451 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana