Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 25 de fevereiro a 2 de março:

Os valores do etanol subiram em nove estados e no Distrito Federal e os da gasolina aumentaram em sete unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em 11 estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve alta nas usinas goianas e baixa nas paulistas mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 446 cidades brasileiras
Pela segunda semana consecutiva, os preços médios do etanol ficaram estáveis, enquanto os da gasolina tiveram queda. Entre 25 de fevereiro e 2 de março, o biocombustível permaneceu em R$ 3,58 por litro e o seu concorrente fóssil caiu 0,3%, de R$ 5,76/L para R$ 5,74/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o renovável aumentou a vantagem comercial na média, seguindo dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 62,4% na média nacional, pouco acima dos 62,2% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, o biocombustível é competitivo em 11 estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,1438/L para R$ 2,1222/L, queda de 1%. Além disso, houve aumento de 0,2% nas produtoras goianas e baixa de 0,1% nas mato-grossenses. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 446 cidades, duas e menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 25 de fevereiro a 2 de março, os preços do etanol caíram em 11 estados, subiram em nove e no Distrito Federal e ficaram estáveis em seis. Já os da gasolina aumentaram em sete unidades da federação, caíram em 17 e ficaram estáveis em três.

Em São Paulo, o biocombustível ficou estável em R$ 3,42/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,61/L, queda de 0,2%. Com isso, a relação entre os preços foi de 61%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,80/L, alta de 0,3% na semana. Enquanto isso, a gasolina ficou estável em R$ 5,84/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,1%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável, mas a maior relação entre os seis estados que mais produzem o biocombustível.
Por sua vez, Minas Gerais registrou queda de 0,6% no preço médio do etanol, para R$ 3,52/L; já a gasolina caiu 0,4%, para R$ 5,58/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,1% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 2,4%, para R$ 3,24/L, no menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina aumentou 0,3%, para R$ 5,98/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 54,2%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou estável em R$ 3,43/L, enquanto a gasolina subiu 0,4%, indo a R$ 5,61/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 61,1% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 64,3% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ficou estável em R$ 3,86/L, e o da gasolina em R$ 6/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 446 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana