Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 14 a 20 de setembro:

Os valores do etanol caíram em seis estados e os da gasolina reduziram em sete unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em quatro estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 288 cidades brasileiras, quatro a mais do que no período anterior
Entre os dias 14 e 20 de setembro, os preços do etanol e os da gasolina subiram na média nacional. O biocombustível foi negociado por R$ 4,29/L, alta de 1,7% frente os R$ 4,22/L de uma semana antes. Já o seu concorrente fóssil foi vendido a R$ 6,20/L, com incremento de 0,5% no mesmo comparativo.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Ainda assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, mas bem próximo ao limite. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 69,2% na média nacional, superior aos 68,4% do período anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em quatro estados.

De 15 a 19 de setembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,7471/L, queda de 1,2% ante os R$ 2,7813/L da semana anterior. Já as usinas goianas passaram por uma retração de 1,2%, enquanto as mato-grossenses baixaram 0,1%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 288 cidades brasileiras, quatro a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 14 a 20 de setembro, os preços médios do etanol caíram em seis estados, aumentaram em 16 e no Distrito federal e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina tiveram queda em sete unidades da federação, subiram em nove e se mantiveram em 11.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 0,7%, para R$ 4,10/L, enquanto o da gasolina ficou estável em R$ 6,07/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 67,5%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,47/L, elevação de 12%. Já a gasolina subiu 5,5%, para R$ 6,32/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 70,7%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol ampliaram em 0,5%, para R$ 4,32/L, e os da gasolina se estabilizaram em R$ 6,16/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 70,1%, do preço do combustível fóssil, com o biocombustível também perdendo competitividade.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol aumentou 1,6%, para R$ 4,32/L, e o da gasolina ficou estável em R$ 6,30/L. Com isso, a relação entre os preços foi de 68,6%.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 0,3%, para R$ 3,89/L, o menor valor dentre todos os estados. A gasolina ficou estável em R$ 5,93/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,6% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável e o mais competitivo do país.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,2% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol cresceu 0,5%, para R$ 4,42/L, e o da gasolina aumentou 0,3%, para R$ 6,48/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana