Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 14 a 20 de julho:

Os valores do etanol subiram em 23 estados e no Distrito Federal e os da gasolina aumentaram em 24 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em oito estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 336 cidades brasileiras
Os preços do etanol e da gasolina seguem em alta na média nacional. Entre os dias 14 e 20 de julho, o biocombustível foi vendido, em média, a R$ 4,08 por litro, elevação de 3% ante os 3,96/L da semana anterior. Já o seu concorrente fóssil foi comercializado a R$ 6,13/L, com ampliação de 2,7% no comparativo com os R$ 5,97/L precedentes.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou previamente que os resultados da semana referente ao período entre 14 e 20 de julho só seriam apresentados nesta quarta-feira, 24. “Em virtude da necessidade de auditoria semanal dos dados da pesquisa e do déficit de servidores, os levantamentos de preços de combustíveis estão sendo divulgados na quarta-feira seguinte à semana a qual se referem”, justifica.
Os números levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o renovável reduziu a sua competitividade dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 66,6% na média nacional, ante os 66,3% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em oito estados e no Distrito Federal.

Entre 14 e 20 de julho, o hidratado vendido pelas usinas de São Paulo fechou em R$ 2,6564/L, praticamente estável frente os R$ 2,6562/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram aumento de 1,1% e as mato-grossenses, de 0,8%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 336 cidades, duas a mais do que na semana anterior. Também houve uma queda ante amostragens anteriores devido a uma redução na abrangência do estudo, anunciada anteriormente pela agência e motivada pelos cortes orçamentários.
De acordo com a ANP, de 14 a 20 de julho, os preços do etanol subiram em 23 estados e no Distrito Federal, caíram em dois e ficaram estáveis em um. Já os da gasolina subiram em 24 unidades da federação, caíram em dois e ficaram estáveis em um.

Em São Paulo, o valor do biocombustível subiu 2,4%, para R$ 3,87/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,81/L, alta de 1,9%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 66,6%, mais alta do que a vista uma semana antes, mas seguindo em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,28/L, com aumento de 7,3% na semana. A gasolina subiu 4,7%, para R$ 6,25/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 68,5%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou alta de 1,4% no preço médio do etanol, indo a R$ 4,25/L; já a gasolina subiu 1,6%, para R$ 6,19/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,7% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma elevação de 1,6%, para R$ 3,83/L. No período, a gasolina teve incremento de 1,7%, para R$ 6,02/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 63,6%, acima da semana anterior, mas ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve uma baixa de 6,6%, para R$ 3,81/L, tornando-se o menor valor dentre todos os estados, enquanto a gasolina caiu 4,6%, para R$ 5,86/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 65% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,7% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 5,9%, para R$ 4,32/L, e o da gasolina teve alta de 2,6%, para R$ 6,29/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 336 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana