Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 7 a 13 de julho:

Os valores do etanol subiram em 24 estados e no Distrito Federal e os da gasolina aumentaram em 23 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em nove estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 334 cidades brasileiras
Os preços do etanol e da gasolina voltaram a aumentar na média nacional. Entre os dias 7 e 13 de julho, o biocombustível foi vendido, em média, a R$ 3,96 por litro, elevação de 2,6% ante os 3,86/L da semana anterior. Já o seu concorrente fóssil foi comercializado a R$ 5,97/L, com ampliação de 2,1% no comparativo com os R$ 5,85/L anteriores.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) havia informado que os resultados da semana referente ao período entre 7 e 13 de julho só seriam divulgados nesta quarta-feira, 17. O atraso, segundo a agência, se deveu a um déficit de servidores.
A alta pode refletir o aumento do preço da gasolina nas refinarias pela Petrobras, que entrou em vigor em 9 de julho. Com o ajuste, o valor médio do combustível da petroleira subiu 7%, ou R$ 0,20/L, indo a R$ 3,01/L, conforme informou a companhia.
Os números divulgados pela ANP, por sua vez, levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o renovável reduziu a sua competitividade dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 66,3% na média nacional, ante os 66% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em nove estados e no Distrito Federal.

Entre 8 e 12 de julho, o hidratado vendido pelas usinas de São Paulo fechou em R$ 2,6562/L, alta de 4,8% frente os R$ 2,5337/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram aumento de 6,8% e as mato-grossenses, de 4%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 334 cidades, três a menos do que na semana anterior. Também houve uma queda ante semanas anteriores devido a uma redução na abrangência do estudo, anunciada anteriormente pela agência e motivada pelos cortes orçamentários.
De acordo com a ANP, de 7 a 13 de julho, os preços do etanol subiram em 24 estados e no Distrito Federal e ficaram estáveis em dois. Já os da gasolina subiram em 23 unidades da federação, ficaram estáveis em três e caíram em uma.

Em São Paulo, o valor do biocombustível subiu 2,7%, para R$ 3,78/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,70/L, alta de 1,4%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 66,3%, mais baixa do que a vista uma semana antes e seguindo em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,99/L, com aumento de 2,6% na semana. A gasolina subiu 1,7%, para R$ 5,97/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 66,8%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou alta de 3,5% no preço médio do etanol, indo a R$ 4,19/L; já a gasolina subiu 3,6%, para R$ 6,09/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,8% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma elevação de 3,3%, para R$ 3,77/L, seguindo como o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina teve incremento de 2,4%, para R$ 5,92/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 63,7%, acima da semana anterior, mas ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve incremento de 10,9%, para R$ 4,08/L, enquanto a gasolina subiu 7,9%, para R$ 6,14/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 66,4% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 66,6% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 1,5%, para R$ 4,08/L, e o da gasolina teve alta de 1%, para R$ 6,13/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 334 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana