Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol segue em queda, mas gasolina volta a subir

Valor do renovável teve baixa de 0,3% na semana enquanto o seu concorrente fóssil aumentou 0,4%


NovaCana - Publicado: 11 Abr 2023 - 10:46

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 2 a 8 de abril:

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  1. Os valores do etanol caíram em 14 estados e os da gasolina tiveram baixa em nove unidades da federação

  • O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso somente em Mato Grosso

  • O preço do etanol hidratado teve alta nas usinas mato-grossenses, goianas e paulistas

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 392 cidades brasileiras, duas a mais do que na semana anterior


  • Os preços do etanol tiveram sua quarta queda semanal seguida nos postos brasileiros, enquanto os da gasolina passaram por aumento após três retrações consecutivas. Entre 2 e 8 de abril, o valor médio do biocombustível baixou 0,3%, de R$ 3,89 por litro para R$ 3,88/L. Já o seu concorrente fóssil registrou aumento de 0,4%, indo de R$ 5,48/L para R$ 5,50/L.

    Os números foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e correspondem a um levantamento feito em 392 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.

    Apesar do movimento favorável, o renovável tecnicamente ainda segue em desvantagem comercial. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 70,5% na média nacional, pouco abaixo dos 71% de uma semana antes. Assim, o índice ainda supera o limite considerado economicamente vantajoso para o biocombustível, de 70%.

    Nas médias estaduais, o etanol é competitivo somente em Mato Grosso.

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    De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustível (Abicom), o preço médio da gasolina no Brasil está 7% abaixo da paridade de importação, chegando a 9% no polo de Araucária (PR) e 6% em Aratu (BA). Para equiparar os preços, a Petrobras poderia aumentar a gasolina em R$ 0,25 por litro no mercado interno, ainda conforme a associação.

    Entretanto, a atual política de preços da estatal pode estar com os dias contados. No último dia 5, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, gerou turbulências ao afirmar que haverá mudança na petroleira, com a adoção de diretrizes baseadas no mercado interno, e não no exterior. A existência de uma alternativa já traçada, por outro lado, foi negada pela Petrobras, pelo Ministério de Economia e pelo presidente Lula.

    Variações nos estados

    Nas usinas paulistas, o hidratado saiu de R$ 2,7332/L para R$ 2,8017/L. A alta foi de 2,5%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve aumento de 3,5% nas produtoras goianas e de 2,8% nas mato-grossenses.

    Em relação ao valor nos postos, com a troca da empresa terceirizada responsável pelo levantamento da ANP, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 392 cidades, duas a mais do que uma semana antes.

    Segundo a ANP, de 2 a 8 abril, os preços do etanol subiram em oito estados e no Distrito Federal, caíram em 14, ficaram estáveis em três e não foram divulgados em um. Já os da gasolina tiveram baixa em nove unidades da federação, alta em 13 e estabilidade em cinco.

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    Em São Paulo, o biocombustível teve baixa de 0,3%, custando R$ 3,76/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,31/L, demonstrando estabilidade no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços ficou em 70,8%; o resultado não é economicamente favorável ao renovável, mas está abaixo do observado uma semana antes.

    Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,05/L, com estabilidade. A gasolina, por sua vez, subiu 0,2%, para R$ 5,5/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 73,6%, desfavorável ao etanol, mas menor ante os 73,8% do período anterior.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou uma queda no preço médio do etanol de 0,3%, para R$ 3,78/L, enquanto a gasolina estabilizou em R$ 5,26/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 71,9% do preço do combustível fóssil, com o etanol ainda sem competitividade.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol reduziu 1,1%, para R$ 3,59/L – o menor entre todos os estados. No período, a gasolina baixou 0,5%, indo a R$ 5,46/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 65,8%, índice abaixo de uma semana antes, quando era de 66,1%, e mantendo a relação vantajosa para o biocombustível.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,8%, para R$ 3,85/L. A gasolina, por sua vez, baixou 0,6%, para R$ 5,11/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 75,3% do preço de seu concorrente fóssil, em um índice inferior ao observado uma semana antes, mas na mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país.

    Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 71,7% do preço da gasolina. No período, o renovável caiu 0,2%, para R$ 4,06/L, enquanto a gasolina ficou estável em R$ 5,66/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Ausência de dados

    No ano passado, os dados estaduais de preços dos combustíveis referentes à semana de 18 a 24 de setembro não foram divulgados pela ANP e, portanto, não puderam ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.

    Nas semanas de 25 de setembro a 1º de outubro e de 2 a 8 de outubro, foram divulgados números apenas das capitais brasileiras. Nos períodos subsequentes, outras cidades passaram a elencar a pesquisa, sendo que o levantamento mais recente totalizou 392 municípios.

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma prevê um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano. No momento, ainda faltam 67 cidades para que a companhia atinja este valor.

    Gabrielle Rumor Koster – NovaCana