Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 6 a 12 de agosto:

Os valores do etanol caíram em 17 estados e no Distrito Federal e os da gasolina em dez unidades da federação
O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais
O preço do etanol hidratado teve baixa nas usinas mato-grossenses, paulistas e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 448 cidades brasileiras, duas a mais do que na semana anterior
Os preços médios do etanol tiveram uma retração na média dos postos brasileiros pela quinta semana seguida, enquanto os da gasolina subiram após quatro semanas de baixa. Entre 6 e 12 de agosto, o biocombustível caiu 0,8%, de R$ 3,62 por litro para R$ 3,59/L – o menor valor desde outubro do ano passado –, enquanto o de seu concorrente fóssil subiu 0,2%, de R$ 5,52/L para R$ 5,53/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a redução para o etanol e ampliação para a gasolina, a vantagem comercial do renovável aumentou no período. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 64,9% na média nacional, inferior aos 65,6% de uma semana antes.
Segundo o diretor financeiro da Jalles, Rodrigo Penna, já existem locais com relação de 60% para o etanol, fato que deve impulsionar o seu consumo.
Com isso, o biocombustível se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Além disso, esta é a menor relação entre os preços desde agosto de 2019.
Os valores correspondem a um levantamento feito pela ANP em 448 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.
Nas médias estaduais, o etanol é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,1297/L para R$ 2,0794/L. A redução foi de 2,4%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve queda de 0,5% nas produtoras goianas e de 1,3% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 448 cidades, duas a mais do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 6 e 12 de agosto, os preços do etanol caíram em 17 estados e no Distrito Federal, subiram em oito e ficaram estáveis em um. Já os da gasolina baixaram em dez unidades da federação, ficaram estáveis em quatro e aumentaram em 13.

Em São Paulo, o biocombustível teve redução de 0,9%, custando R$ 3,40/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,3/L, com retração de 0,4% no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 64,2%, abaixo de uma semana antes e em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,42/L, queda de 0,9%. A gasolina, por sua vez, reduziu 0,4%, para R$ 5,37/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 63,7%, um resultado vantajoso para o consumo de etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou uma baixa de 1,1% no preço médio do biocombustível, para R$ 3,51/L, enquanto a gasolina caiu 0,6%, para R$ 5,22/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 67,2% do preço do combustível fóssil, também dentro do patamar economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol reduziu 0,3%, para R$ 3,29/L – o menor entre todos os estados. No período, o valor da gasolina teve uma baixa de 0,4%, para R$ 5,47/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 60,1%, mesmo índice visto uma semana antes e mantendo o mais competitivo para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve uma alta de 0,6%, para R$ 3,62/L. A gasolina, por sua vez, subiu 0,4%, indo a R$ 5,21/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 69,5% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação favorável para o renovável ainda que levemente acima da observada na semana anterior.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 70,2% do preço da gasolina, o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol. No período, o biocombustível retraiu 0,5%, indo a R$ 3,95/L, enquanto a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,63/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 448 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana