Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol e gasolina voltam a cair na média nacional

O valor do renovável e o de seu concorrente fóssil tiveram baixa de 0,5%; relação entre os preços se manteve em 71,1%


NovaCana - Publicado: 20 Mar 2023 - 11:00 | Atualizado: 27 Mar 2023 - 09:19

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 12 a 18 de março:

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  1. Os valores do etanol caíram em 13 estados e no Distrito Federal e os da gasolina tiveram baixa em 18 unidades da federação

  • O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso somente em Mato Grosso e Amazonas

  • O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas mato-grossenses, goianas e paulistas

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 383 cidades brasileiras, oito a mais do que na semana anterior


  • Os preços dos combustíveis do ciclo Otto voltaram a registrar queda na média nacional dos postos brasileiros após algumas semanas de elevação. Entre 12 e 18 de março, o valor médio do etanol baixou 0,5%, de R$ 3,96 por litro para R$ 3,94/L. A gasolina, por sua vez, registrou o mesmo percentual de redução, indo de R$ 5,57/L para R$ 5,54/L.

    Os números foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e correspondem a um levantamento feito em 383 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.

    O renovável segue em desvantagem comercial. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 71,1% na média nacional, a mesma de uma semana antes. Assim, o índice ainda supera o limite considerado economicamente vantajoso para o biocombustível, de 70%.

    Nas médias estaduais, o etanol é competitivo somente em Mato Grosso e no Amazonas. No caso do segundo estado, que geralmente não está dentre os com relações de preços favoráveis ao etanol, a vantagem se manteve pela segunda semana consecutiva.

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    Nas usinas paulistas, o hidratado saiu de R$ 2,6937/L para R$ 2,6906/L. A queda foi de 0,1%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve baixa de 3,1% nas produtoras goianas e de 1,3% nas mato-grossenses.

    Variações nos estados

    Com a troca da empresa terceirizada responsável pelo levantamento da ANP, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 383 cidades, oito a mais do que uma semana antes, comprometendo uma comparação mais precisa.

    Segundo a ANP, de 12 a 18 de março, os preços do etanol subiram em seis estados, caíram em 13 e no Distrito Federal, ficaram estáveis em seis e não foram divulgados em um. Já os da gasolina tiveram baixa em 18 unidades da federação, alta em cinco e estabilidade em quatro.

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    Em São Paulo, o biocombustível teve baixa de 0,8%, custando R$ 3,80/L, em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,36/L, redução de 0,4%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 70,9%, um resultado que não é economicamente favorável ao renovável, mas que está abaixo dos 71,2% observados uma semana antes.

    Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,11/L na média, alta semanal de 1,2%. A gasolina, por sua vez, subiu 0,5%, para R$ 5,55/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 74,1%, desfavorável ao etanol e superior aos 73,6% do período anterior.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou uma queda no preço médio do etanol de 0,8%, para R$ 3,87/L, enquanto a gasolina baixou 1,1%, sendo vendida por R$ 5,36/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 72,2% do preço do combustível fóssil, com o etanol ainda sem competitividade.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol ficou estável em R$ 3,63/L – o menor entre todos os estados. No período, a gasolina subiu 0,7%, para R$ 5,52/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 65,8%; o resultado está abaixo de uma semana antes, quando o valor era de 66,2%, e manteve a relação vantajosa para o biocombustível.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou estável em R$ 3,88/L. A gasolina, por sua vez, caiu 0,4%, para R$ 5,21/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 74,5% do preço de seu concorrente fóssil, em um índice acima do observado uma semana antes e a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país.

    Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 72,7% do preço da gasolina. No período, o renovável ficou estável em R$ 4,13/L, e a gasolina subiu 0,4% para R$ 5,68/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Ausência de dados

    No ano passado, os dados estaduais de preços dos combustíveis referentes à semana de 18 a 24 de setembro não foram divulgados pela ANP e, portanto, não puderam ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.

    Nas semanas de 25 de setembro a 1º de outubro e de 2 a 8 de outubro, foram divulgados números apenas das capitais brasileiras. Nos períodos subsequentes, outras cidades passaram a elencar a pesquisa, sendo que o levantamento mais recente totalizou 383 municípios.

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma prevê um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.

    Gabrielle Rumor Koster – NovaCana