Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 11 a 17 de maio:

Os valores do etanol caíram em 15 estados e os da gasolina reduziram em 13 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em cinco estados
O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas e goianas e subiu nas mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 374 cidades brasileiras, duas a mais do que no período anterior
Entre os dias 11 e 17 de maio, os preços do etanol e da gasolina aumentaram na média nacional; ambos subiram na mesma proporção, em 0,2%. O renovável saiu de R$ 4,29 por litro para R$ 4,30/L, enquanto o de seu concorrente fóssil, de R$ 6,28/L para R$ 6,29/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
O preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,4% na média nacional, levemente superior aos 68,3% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em cinco estados.

De 11 a 17 de maio, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,708/L, queda de 0,6% frente aos R$ 2,7236/L da semana anterior. As usinas goianas também tiveram uma redução, de 2,1%, mas as mato-grossenses viram um aumento de 0,3%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 374 cidades brasileiras, duas a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 11 a 17 de maio, os preços médios do etanol caíram em 15 estados, aumentaram em oito e no Distrito Federal e ficaram estáveis em três. Já os da gasolina tiveram queda em 13 unidades da federação, subiram em oito e se mantiveram em seis.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 0,5%, para R$ 4,10/L, enquanto a gasolina ampliou 0,5%, para R$ 6,15/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 66,7%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,61/L, com redução de 0,4%. Já a gasolina baixou 0,3% na semana, para R$ 6,36/L. Dessa forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 72,5%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou redução de 0,2% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,29/L; e a gasolina teve elevação de 0,2%, para R$ 6,14/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 69,9% do preço do combustível fóssil, no limite de um valor favorável.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol baixou 1,7%, para R$ 3,97/L, menor preço dentre todos os estados, enquanto a gasolina caiu 0,8%, para R$ 6,18/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,2%, considerada a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou estável em R$ 4,01/L e a gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,07/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 66,1% do preço de seu concorrente fóssil.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,2% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,2%, para R$ 4,50/L, e o da gasolina baixou 0,5%, para R$ 6,60/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 374 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nos últimos meses.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana