Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 4 a 10 de maio:

Os valores do etanol caíram em 12 estados e os da gasolina também reduziram em 12 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em cinco estados
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas e mato-grossenses e caiu nas goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 372 cidades brasileiras, três a menos do que no período anterior
Entre os dias 4 e 10 de maio, os preços do etanol e da gasolina reduziram na média nacional. O renovável caiu 0,7%, de R$ 4,32 por litro para R$ 4,29/L, enquanto o de seu concorrente fóssil reduziu 0,3% na semana, de R$ 6,30/L para R$ 6,28/L.
O valor já considera a mudança na tributação federal do etanol, que entrou em vigor em 1º de maio. O início da aplicação da monofasia para o PIS/Cofins trouxe uma mesma alíquota para os dois tipos do biocombustível, de R$ 0,19 por litro. Até então, o anidro era taxado em R$ 0,139/L, enquanto o hidratado pagava R$ 0,2418/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,3% na média nacional, inferior aos 68,6% do período anterior.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em cinco estados.

De 5 a 9 de maio, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,7236/L, alta de 0,2% frente aos R$ 2,7185/L da semana anterior. As usinas goianas também tiveram uma redução de 0,2% e as mato-grossenses, um aumento de 2,7%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 372 cidades brasileiras, três a menos do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 4 a 10 de maio, os preços médios do etanol caíram em 12 estados, aumentaram em nove e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco. Já os da gasolina tiveram queda em 12 unidades da federação, subiram em seis e se mantiveram em nove.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível caiu 0,5%, para R$ 4,08/L, enquanto a gasolina baixou 0,5%, para R$ 6,12/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 66,7%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,63/L, com redução de 0,2%. Já a gasolina ficou estável em R$ 6,38/L na semana. Dessa forma, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 72,6%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou redução de 0,9% no preço do etanol, que foi negociado a R$ 4,28/L; e a gasolina teve queda de 1,1%, para R$ 6,13/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 69,8% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente favorável, mas bem próximo ao limite.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol baixou 2,7%, para R$ 4,04/L, menor preço dentre todos os estados, enquanto a gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,23/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,8%, também a mais competitiva do país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ampliou em 0,5%, para R$ 4,01/L, e a gasolina baixou 0,2%, para R$ 6,06/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 66,2% do preço de seu concorrente fóssil.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol se estabilizou em R$ 4,51/L, e o da gasolina subiu 0,2%, para R$ 6,63/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
Apesar disso, o levantamento mais recente totalizou 372 municípios, superando esse limite, algo que vem ocorrendo nos últimos meses.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana