Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 12 a 18 de maio:

Os valores do etanol caíram em sete estados e no Distrito Federal e os da gasolina baixaram em 12 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em nove estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas mato-grossenses, goianas e paulistas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 436 cidades brasileiras
Os preços do etanol e os da gasolina permaneceram estáveis na média nacional na última semana. Entre os dias 12 e 18 de maio, o biocombustível foi vendido, em média, a R$ 3,84 por litro e o seu concorrente fóssil, a R$ 5,87/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, com a estabilidade nas bombas, o renovável manteve a sua competitividade, seguindo dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 65,4% na média nacional, idêntica à de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em nove estados e no Distrito Federal.

Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Sergio Caetano, a empresa não prevê reajustes nos preços dos combustíveis. A declaração foi dada durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre deste ano, antes da saída de Jean Paul Prates do comando da estatal.
A nova política de preços da petroleira completou um ano na última semana e, nesses últimos 12 meses, a estatal cobrou o litro da gasolina, em média, 6% abaixo da cotação do mercado internacional, segundo levantamento do Observatório Social do Petróleo (OSP), ligado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,3496/L para R$ 2,3205/L, redução de 1,2%. Além disso, houve baixa de 0,4% nas produtoras mato-grossenses e de 0,5% nas goianas. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 436 cidades, cinco a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, as chuvas intensas que atingem o estado do Rio Grande do Sul impossibilitaram a realização do levantamento em algumas das 36 cidades que compõem o contrato no estado. “Até que a situação se normalize nas cidades afetadas, é possível que desafios técnicos e operacionais gerem intermitência na coleta e divulgação dos dados em determinados municípios”, completa a agência, em comunicado.
Ainda de acordo com a ANP, de 12 a 18 de maio, os preços do etanol subiram em 14 estados, caíram em sete e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco. Já os da gasolina aumentaram em 11 unidades da federação, caíram em 12 e ficaram estáveis em quatro.

Em São Paulo, o biocombustível caiu 0,5%, para R$ 3,68/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,64/L, redução de 0,4%. Com isso, a relação entre os preços foi de 65,2%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,84/L, alta de 2,4%. Enquanto isso, a gasolina subiu 0,7%, para R$ 5,79/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 66,3%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou elevação de 1,3% no preço médio do etanol, indo a R$ 4/L; já a gasolina subiu 0,9%, para R$ 5,86/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,3% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol ficou estável em R$ 3,59/L, seguindo como o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina ficou subiu 0,2%, para R$ 5,89/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 61%, abaixo do patamar visto uma semana antes e ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve um acréscimo de 1,1%, para R$ 3,72/L, enquanto a gasolina teve uma alta de 0,2%, para R$ 5,70/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 65,3% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 66% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,3%, para R$ 3,98/L, e o da gasolina aumentou 0,2%, para R$ 6,03/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 436 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana