Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 5 a 11 de maio:

Os valores do etanol caíram em 14 estados e os da gasolina baixaram em sete unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em oito estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas mato-grossenses e goianas e alta nas paulistas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 431 cidades brasileiras
Embora os preços do etanol tenham ficado estáveis na média nacional na última semana, os da gasolina aumentaram. Entre os dias 5 e 11 de maio, o biocombustível permaneceu em R$ 3,84 por litro, mas seu concorrente fóssil subiu de R$ 5,84/L para R$ 5,87/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, com a estabilidade nas bombas, o renovável melhorou brevemente a sua competitividade, seguindo dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 65,4% na média nacional, abaixo dos 65,8% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em oito estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,3422/L para R$ 2,3496/L, aumento de 0,3%. Além disso, houve redução de 0,2% nas produtoras mato-grossenses e de 0,2% nas goianas. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 431 cidades, dez a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 5 a 11 de maio, os preços do etanol subiram em oito estados e no Distrito Federal, caíram em 14 e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina aumentaram em 11 unidades da federação, caíram em sete e ficaram estáveis em nove.

Em São Paulo, o biocombustível subiu 0,3%, para R$ 3,70/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,66/L, aumento de 0,5%. Com isso, a relação entre os preços foi de 65,4%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,75/L, redução de 1,8%. Enquanto isso, a gasolina caiu 1%, para R$ 5,75/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,2%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou elevação de 0,3% no preço médio do etanol, indo a R$ 3,95/L; já a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,81/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 0,8%, para R$ 3,59/L, seguindo como o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina ficou estável em R$ 5,88/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 61,1%, abaixo do patamar visto uma semana antes e ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve um decréscimo de 0,3%, para R$ 3,68/L, enquanto a gasolina teve uma alta de 0,4%, para R$ 5,69/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 64,7% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,9% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,3%, para R$ 3,97/L, e o da gasolina baixou 0,2% para R$ 6,02/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 431 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana