Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 19 a 25 de maio:

Os valores do etanol caíram em 16 estados e no Distrito Federal e os da gasolina baixaram em 13 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em nove estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve queda nas usinas mato-grossenses, goianas e paulistas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 434 cidades brasileiras
Os preços do etanol e os da gasolina caíram na média nacional na última semana, após um período de estabilidade. Entre os dias 19 e 25 de maio, o biocombustível foi vendido, em média, a R$ 3,82 por litro, queda de 0,5% ante os R$ 3,84/L, e o seu concorrente fóssil, a R$ 5,85/L. Neste caso, a baixa foi de 0,3% no comparativo com os R$ 5,87/L registrados anteriormente.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com a queda nas bombas, o renovável melhorou a sua competitividade, seguindo dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 65,3% na média nacional, pouco abaixo da observada uma semana antes, de 65,4%.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em nove estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,3205/L para R$ 2,2534/L, redução de 2,9%. Além disso, houve retração de 1,5% nas produtoras mato-grossenses e de 1,6% nas goianas. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 434 cidades, duas a menos do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 19 a 25 de maio, os preços do etanol subiram em cinco estados, caíram em 16 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco. Já os da gasolina aumentaram em seis unidades da federação, caíram em 13 e ficaram estáveis em oito.

Em São Paulo, o biocombustível ficou estável em R$ 3,68/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,64/L, também com estabilidade. Com isso, a relação entre os preços se manteve 65,2%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,61/L, baixa de 6%. Enquanto isso, a gasolina caiu 2,8%, para R$ 5,63/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 64,1%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou queda de 0,3% no preço médio do etanol, indo a R$ 3,99/L; já a gasolina ficou estável em R$ 5,86/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,1% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol ficou estável em R$ 3,59/L, seguindo como o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina também se estabilizou, em R$ 5,89/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 61%, mesmo patamar visto uma semana antes e ainda a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve um decréscimo de 0,8%, para R$ 3,69/L, enquanto a gasolina teve uma baixa de 0,2%, para R$ 5,69/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 64,9% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 65,7% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,3%, para R$ 3,97/L, e o da gasolina aumentou 0,2%, para R$ 6,04/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 434 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Ainda segundo a ANP, as chuvas intensas que atingem o estado do Rio Grande do Sul impossibilitaram a realização do levantamento em algumas das 36 cidades que compõem o contrato no estado.
“Até que a situação se normalize nas cidades afetadas, é possível que desafios técnicos e operacionais gerem intermitência na coleta e divulgação dos dados em determinados municípios”, completa a agência, em comunicado.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana