Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE ampliaram ganhos e atingiram uma máxima de quatro meses e meio nesta segunda-feira, diante do avanço dos preços do petróleo e dos fluxos firmes do adoçante.
O contrato outubro do açúcar bruto fechou em alta de 0,08 centavo de dólar, ou 0,6%, a 12,72 centavos de dólar por libra-peso, maior nível desde 10 de março, apesar da desvalorização do real no Brasil.
A preocupação cada vez maior com a produção da Tailândia e as firmes compras chinesas, que superaram as expectativas do mercado, deram apoio aos preços, embora ainda seja projetado um excedente global do adoçante em 2020/21.
Operadores também citaram notícias sobre demanda da Indonésia e Paquistão como fatores de suporte.

O Brasil exportou 90% mais açúcar em julho, em comparação com igual período do ano passado. O aumento na produção local tem sido acompanhando por um fluxo forte de embarques.
O açúcar branco para outubro recuou 6,40 dólares, ou 1,7%, para 375,20 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt