Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 10 a 16 de março:

Os valores do etanol subiram em nove estados e os da gasolina aumentaram em sete unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em 13 estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado teve baixa nas usinas goianas, paulistas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 446 cidades brasileiras
Os preços médios do etanol seguiram estáveis na média nacional na semana, embora a gasolina tenha registrado uma breve redução. Entre 10 e 16 de março, o biocombustível permaneceu em R$ 3,58 por litro e o seu concorrente fóssil saiu de R$ 5,74/L para R$ 5,73/L, queda de 0,2%.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o renovável reduziu levemente a sua vantagem comercial, mas seguiu dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 62,5% na média nacional, pouco acima dos 62,4% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é competitivo em 13 estados e no Distrito Federal.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,0706/L para R$ 2,0644/L, queda de 0,3%. Além disso, houve baixa de 0,1% nas produtoras goianas e de 0,5% nas mato-grossenses. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 446 cidades, cinco e menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 10 a 16 de março, os preços do etanol caíram em 15 estados e no Distrito Federal, subiram nove e ficaram estáveis em dois. Já os da gasolina aumentaram em sete unidades da federação, caíram em 15 e ficaram estáveis em cinco.

Em São Paulo, o biocombustível aumentou 0,3%, para R$ 3,43/L, na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,61/L, com estabilidade. Com isso, a relação entre os preços foi de 61,1%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,76/L, queda de 1,6% na semana. Enquanto isso, a gasolina caiu 0,9%, indo a R$ 5,80/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 64,8%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável, mas a maior relação entre os seis estados que mais produzem o biocombustível.
Por sua vez, Minas Gerais registrou queda de 0,8% no preço médio do etanol, para R$ 3,54/L; já a gasolina caiu 0,2%, para R$ 5,58/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,4% do preço do combustível fóssil, também em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol caiu 1,6%, para R$ 3,13/L, no menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina baixou 1,2%, para R$ 5,87/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 53,3%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve uma baixa de 0,6%, indo a R$ 3,44/L, enquanto a gasolina caiu 0,4%, para R$ 5,60/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 61,4% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 64,3% do preço da gasolina, um patamar também vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol ficou estável em R$ 3,85/L, e o da gasolina reduziu 0,3%, para R$ 5,99/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 446 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana