Os contratos futuros de açúcar negociados na ICE subiram nesta terça-feira, 13, voltando a se aproximar da máxima de 19 meses registrada na semana passada em meio a condições climáticas adversas associadas ao El Niño nas principais regiões produtoras.
O açúcar bruto para entrega em março fechou com alta de 0,26 centavos de dólar, ou 1,2%, a 21,11 centavos de dólar por libra-peso, após atingir na última quarta-feira o pico de 21,24 centavos de dólar por libra-peso.

“O excesso de chuvas no Brasil (principal produtor) continua a sustentar as estimativas crescentes de cana-de-açúcar a ser deixada sem colheita em 2026, reduzindo a oferta global”, afirmou o Rabobank.
O banco também afirmou que a Índia, segundo maior produtor, pode precisar importar açúcar nesta safra, já que seus estoques estão ficando cada vez mais escassos.
Olhando para o futuro, no entanto, o Rabobank acredita que as chuvas brasileiras deste ano são um bom presságio para a próxima safra e lançam uma perspectiva um tanto pessimista sobre os preços no segundo semestre de 2027.
O Ministério da Agricultura da França reduziu sua previsão de produção de beterraba sacarina em 2026/27 para 25,3 milhões de toneladas, após uma seca no verão, o que representa uma queda de 30% em relação ao ano anterior e o nível mais baixo desde o início dos registros do ministério, em 1980.
Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 0,2%, para US$ 561,90 por tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira