Ao longo de toda a sua história, a nova política nacional de biocombustíveis (RenovaBio) tem sido apresentada como uma “solução de mercado”. Em grande parte, isso acontece ao criar um mercado de créditos de descarbonização (CBios) que serão emitidos pelos produtores de biocombustíveis, ao mesmo tempo em que as distribuidoras que atuaram com combustíveis fósseis no ano anterior terão metas de compra.
Por mais que este mercado ainda não esteja regulamentado, os futuros preços dos CBios estão sendo analisados desde antes do programa se transformar em lei. Uma nota explicativa do Ministério de Minas e Energia (MME), por exemplo, definia o título como “gradiente indutor de equilíbrio competitivo entre fósseis e renováveis”.
A ideia é que os CBios funcionem como uma espécie de "colchão" para as usinas, sendo comercializados a preços mais altos em períodos de dificuldade econômica, como aqueles em que a gasolina pressiona o preço de venda do etanol. Em contrapartida, o valor do CBio poderia cair em momentos de etanol mais competitivo, por exemplo.
O próprio MME coloca números na questão.
O novaCana apresenta a seguir uma avaliação das variáveis que determinarão a precificação do CBio e como elas devem afetar o mercado.
Leia mais:
- Simulações de preços de CBio considerando flutuações no preço do petróleo e na eficiência das usinas
- Aproximação dos cenários com a situação atual
- Impacto da meta de descarbonização no valor dos créditos
- A multa para as distribuidoras e o “teto” no preço de compra dos CBios
- Problemas no modelo de análise do MME
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