Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda nesta quinta-feira, 2, com o otimismo em relação à colheita na Tailândia revertendo os ganhos anteriores.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em maio fechou em queda de 1,9%, a 15 centavos de dólar por libra-peso. Na segunda-feira, o mercado havia atingido uma máxima de cinco meses, de 16,10 centavos de dólar por libra-peso.
Embora o Brasil deva se concentrar no etanol e a Índia deva ver a produção ficar abaixo do consumo pelo segundo ano consecutivo, o otimismo na Tailândia provavelmente contribuiu para o declínio do preço.

“A Tailândia está tendo uma de suas histórias de colheitas surpreendentes. Parece que poderemos ver entre 11,5 milhões e 12 milhões de toneladas”, afirma o corretor e consultor Michael McDougall.
A BMI disse em nota que esperava que a produção global de açúcar caísse 2,3% em 2026/27 “impulsionada principalmente pela expectativa de que a produção brasileira caísse 8,7% em relação ao ano anterior, já que a economia de esmagamento cada vez mais favorável continua a redirecionar o processamento de cana para o etanol em vez do açúcar”.
Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco fechou em queda de 1,4%, para US$ 435,70 a tonelada.
Nigel Hunt e Oliver Griffin