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Platts aposta em “competição acirrada” entre açúcar e etanol na safra 2019/20

Pesquisa com analistas aponta que 38,2% da cana-de-açúcar moída pelas usinas do Centro-Sul deve ser destinada à fabricação de açúcar

NovaCana 5 min de leitura

A força dos preços do etanol e a distância em relação ao valor do açúcar, ainda mais quando acompanhada por um consumo acima do esperado nos primeiros meses de 2019, deve pender a balança do mix de produção das usinas em direção ao biocombustível na safra 2019/20. Ao menos, essa é a expectativa da S&P Global Platts, em artigo publicado no final de março.

“O mix de açúcar no Centro-Sul do Brasil será, definitivamente, o gatilho mais importante a partir de agora no mercado mundial”, afirma o analista sênior de açúcar da Platts, Claudiu Covrig. Ele continua: “De um lado, o consumo interno de combustível está aumentando constantemente, dizendo aos produtores que, no longo prazo, será necessário fornecer mais e mais etanol como uma alternativa às importações de gasolina e restrições logísticas”.

Ainda assim, a expectativa de analistas consultados pela companhia é que a porcentagem de cana a ser direcionada para a produção de açúcar em 2019/20 seria de 38,3%. Segundo o relatório, uma pesquisa anterior trazia uma aposta levemente superior: 38,92%.

O valor está abaixo da média das últimas cinco temporadas, de 44%, mas segue acima do resultado acumulado de 2018/19, que atingiu 35,35% uma quinzena antes do encerramento oficial da safra, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Dessa forma, a nova safra deve ser alcooleira, mas com uma intensidade menor que a vista em 2018/19.

Entretanto, essa perspectiva ainda pode mudar. “Uma coisa é certa: a competição por sacarose será mais acirrada do que nas safras anteriores. Se os preços da gasolina aumentarem mais do que o inicialmente previsto, o consenso no mercado é que os preços do etanol hidratado terão que aumentar para suprir a demanda”, afirma a analista sênior de biocombustíveis da Platts Analytics, Beatriz Pupo.

Na reportagem completa, leia mais sobre as estimativas da Platts Analytics para a safra 2019/20 de cana-de-açúcar.

A força dos preços do etanol e a distância em relação ao valor do açúcar, ainda mais quando acompanhada por um consumo acima do esperado nos primeiros meses de 2019, deve pender a balança do mix de produção das usinas em direção ao biocombustível na safra 2019/20. Ao menos, essa é a expectativa da S&P Global Platts, em artigo publicado no final de março.

“O mix de açúcar no Centro-Sul do Brasil será, definitivamente, o gatilho mais importante a partir de agora no mercado mundial de açúcar”, afirma o analista sênior de açúcar da Platts, Claudiu Covrig. Ele continua: “De um lado, o consumo interno de combustível está aumentando constantemente, dizendo aos produtores que, no longo prazo, será necessário fornecer mais e mais etanol como uma alternativa às importações de gasolina e restrições logísticas”.

Ainda assim, a expectativa de analistas consultados pela companhia é que a porcentagem de cana a ser direcionada para a produção de açúcar em 2019/20 seria de 38,3%. Segundo o relatório, uma pesquisa anterior trazia uma aposta levemente superior: 38,92%.

O valor está abaixo da média das últimas cinco temporadas, de 44%, mas segue acima do resultado acumulado de 2018/19, que atingiu 35,35% uma quinzena antes do encerramento oficial da safra, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Dessa forma, a nova safra deve ser alcooleira, mas com uma intensidade menor que a vista em 2018/19.

Entretanto, essa perspectiva ainda pode mudar. “Uma coisa é certa: a competição por sacarose será mais acirrada do que nas safras anteriores. Se os preços da gasolina aumentarem mais do que o inicialmente previsto, o consenso no mercado é que os preços do etanol hidratado terão que aumentar para suprir a demanda”, afirma a analista sênior de biocombustíveis da Platts Analytics, Beatriz Pupo.

Ela explica que o forte consumo nos primeiros meses de 2019 se traduziu em preços crescentes de etanol hidratado. O valor do litro nas usinas de Ribeirão Preto chegou a seu ponto mais alto em 26 de fevereiro, com R$ 2,30 – apenas dois centavos abaixo do recorde histórico de R$ 2,32, registrado entre 13 e 16 de março de 2018.

Estimativas para 2019/20

Conforme os analistas consultados, a moagem de cana em 2019/20 deve atingir 573,5 milhões de toneladas – um valor 0,8% acima do previsto pela Platts Analytics para o encerramento de 2018/19.

Além disso, a expectativa é que essa matéria-prima gere 136,2 kg de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana moída. Segundo a companhia, as previsões individuais variaram de 135,4 kg/t a 137,5 kg/t. A Platts Analytics, por sua vez, estima que o ATR em 2018/19 registre uma média de 137,85 kg/t – ou seja, a qualidade da cana deve cair na próxima safra.

platts estimativa 290319

Em relação aos produtos, as projeções da pesquisa apontam que o Centro-Sul deve fabricar 28,51 milhões de toneladas de açúcar e 28,46 bilhões de litros de etanol. Na comparação com as estimativas para 2018/19, isso representaria um crescimento de 7,7% para o açúcar e uma queda de 4,6% para o etanol.

“Qualquer aumento significativo nos preços do açúcar em Nova York motivaria os produtores a capitalizar com açúcar. Portanto, tanto a curto como a longo prazo, as usinas gostariam de ter cada vez mais flexibilidade no mix”, relata Covrig.

Ainda de acordo com ele, uma menor participação do açúcar na produção do Centro-Sul poderia afetar o mercado mundial, especialmente a partir do último trimestre de 2019. E isso pode acontecer se houver um aumento acima do esperado nos preços do petróleo e, consequentemente, da gasolina.

Renata Bossle – NovaCana

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