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Petróleo fecha com alta de mais de 2% após Trump ameaçar países que apoiam o Irã

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta ⁠2,4%, a US$ 93,78 por barril, e os de WTI subiram 2,3%, para US$ 87,83 por ‌barril

Reuters 3 min de leitura

Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta quinta-feira, 20, fechando no nível mais alto em quase um mês, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que tomaria medidas de retaliação contra os países que apoiam o Irã – sua mais recente tentativa de resolver um conflito que deixou milhões de barris de petróleo do Oriente ⁠Médio retidos.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$ 2,16, ou ⁠2,4%, a US$ 93,78 por barril, o maior valor desde 24 de julho. Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos para setembro subiram US$ 2, ou 2,3%, para US$ 87,83 por ‌barril, também o maior nível desde ‌24 de julho.

Na noite de quarta-feira, Trump ameaçou uma “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes” contra Teerã, alertando sobre as consequências para qualquer país que oferecesse “qualquer tipo ‌de apoio vital ao Irã”. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que daria uma coletiva de imprensa na segunda-feira “para falar exatamente sobre o que vamos fazer”.

Milhares de pessoas foram mortas na guerra do Irã, que começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques militares contra o Irã. Desde então, o bloqueio de Teerã ao Estreito de Ormuz e os ataques iranianos a ‌instalações de energia em todo o Oriente Médio interromperam drasticamente o fluxo de petróleo e gás para outras partes do mundo.

“Por enquanto, essas novas ameaças parecem improváveis de levar o Irã a abrir mão de sua principal fonte de influência, que é ‌o controle do estreito, na ausência de concessões significativas por parte dos EUA”, afirmou a consultoria de comercialização de petróleo Ritterbusch and Associates em uma ‌nota.

“Portanto, a situação se mantém ‌sem que haja uma solução à vista que possa provocar uma queda significativa nos preços do petróleo, levando-os ⁠de volta a níveis próximos aos registrados antes da guerra”, afirmou a Ritterbusch and Associates.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz na quarta-feira permaneceu inalterado em relação ao dia anterior, bem abaixo dos níveis pré-guerra, de acordo com os dados mais recentes de tráfego marítimo. Antes da guerra com o Irã, cargas equivalentes a cerca de um quinto do consumo global passavam por essa via navegável.

Nesta semana, os Emirados Árabes Unidos suspenderam todas as transações financeiras e econômicas com o Irã até segunda ordem, destacando as relações tensas entre o principal produtor de petróleo dos países árabes do Golfo e Teerã.

A guerra também afetou o abastecimento de combustíveis ⁠refinados e reduziu os estoques, com menos petróleo disponível para as refinarias.

Shariq Khan
Com reportagem de Stephanie Kelly, Yuka Obayashi e Siyi Liu

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