Prejuízo acumulado, trimestre a trimestre, já se aproxima de R$ 1 bilhão
A PBio, subsidiária de biocombustíveis da Petrobras, segue com seu histórico de resultados financeiros negativos e já acumula um prejuízo líquido de R$ 230 milhões entre janeiro e setembro de 2014.
Confira a seguir os gráficos com a escalada de perdas e demais detalhes sobre seus negócios no setor.
A PBio, subsidiária de biocombustíveis da Petrobras, segue com seu histórico de resultados financeiros negativos e já acumula um prejuízo líquido de R$ 230 milhões entre janeiro e setembro de 2014. O resultado mais recente, relativo ao terceiro trimestre do ano passado, foi apresentado na terça-feira (27) ainda sem a revisão de auditoria independente mesmo após sua divulgação ser adiada por duas vezes.
A perda acumulada com a produção de etanol e biodiesel até setembro do ano passado é 6% pior do quer a registrada nos nove primeiros meses de 2013, quando chegou a um resultado líquido negativo em R$ 218 milhões.
Como de costume a PBio continua informando que perdeu dinheiro tanto com os negócios de biodiesel quanto de etanol.

Considerando apenas o terceiro trimestre de 2014 a perda da petrolífera com a produção de etanol e biodiesel foi de R$ 89 milhões, ante um prejuízo de R$ 66 milhões no segundo trimestre do mesmo ano. A piora dos resultados entre trimestres de 2014 “refletiu as maiores perdas com participações em investidas do setor de etanol”.
Na comparação com o igual período de 2013, quando o prejuízo foi de R$ 96 milhões, houve uma pequena recuperação.
Durante os nove primeiros meses de 2014 a receita com os bicombustíveis comercializados somou R$ 436 milhões, enquanto o custo de produção foi de R$ 496 milhões, resultando um prejuízo bruto de R$ 60 milhões.
No período o segmento registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo em R$ 279 milhões e Ebitda ajustado deficitário em R$ 183 milhões.
Entre janeiro e setembro de 2014 a Petrobras investiu R$ 24 milhões na área de biocombustíveis, um encolhimento de 61% em relação aos R$ 62 milhões aplicados no mesmo intervalo de 2013.
No setor de etanol a PBio possui participação em dez usinas, a maioria relacionada ao grupo Guarani (controlado pela francesa Tereos), uma da joint venture Nova Fronteira Bioenergia onde atua com o grupo São Martinho e outra da Total Agroindústria Canavieira.

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